REJEIÇÃO GERAL
Gostei da intenção de alguns esportistas, liderados por Paulinho Laranjeira, jovem empresário, ex-jogador e um dos meus melhores amigos. A mudança de nome do Noroeste agitou a massa torcedora e pode até provocar um plebiscito. Mas sinto uma grande desaprovação, principalmente no corpo a corpo - pessoas que encontro na rua e nos locais que freqüento, e não pelo correio eletrônico e telefone. Nos últimos dias - terça, quarta e ontem, até o início da tarde - recebi 21 e-mails, e apenas duas pessoas aprovaram a mudança para Bauru Esporte Clube. Com mais de 40 anos de crônica esportiva, posso assegurar que não há nada mais conservador do que futebol. Os torcedores alegam que mais importante do que a mudança do nome de uma agremiação centenária - o Noroeste completará 100 anos em 2010 - seria maior apoio das forças vivas e esportistas, o que vem faltando há décadas. Tem clube na Série A2 com oito mil sócios. O Norusca não tem nenhum. Como não é possível a publicação de todas as opiniões nesta coluna, vamos divulgar algumas. “Esse grupo não entende de futebol e está brincando com coisa séria”, dispara Nardo, ex-goleiro e diretor do Europa, time amador licenciado. Thiago Kanashiro diz que se trata de uma bizarrice. Segundo ele, onde quer que se vá, quando se toca no nome do Noroeste, quem conhece futebol faz alusão à cidade de Bauru. “O Noroeste tem história, tradição a honrar, e mudar o nome é um desrespeito, um desatino sem precedentes, é sepultar as raízes e perder toda a identidade quando o assunto for futebol”, completa Thiago, noroestino roxo. Como afirmei, gostei da idéia, porque pelo menos abre-se uma discussão saudável, mas também sou contra a mudança. O BAC tinha o nome da cidade - Bauru Atlético Clube - e deu no que deu. O torcedor Marcos Cunha lembrou a frase do inesquecível Celso Zinsly: “Sou noroestino e não desisto”. Nosso jornal é democrático, respeita a opinião de todos, mas não tem nada a ver com a boa polêmica. Esse assunto continua amanhã.
NOVO-VELHO LÍDER
Se o Santos tinha a intenção de ser bem-sucedido no Olímpico, suas esperanças foram por água abaixo logo aos 3 minutos, quando o gremista Moralez abriu o placar. O Grêmio andou sofrendo, mas consolidou a vitória no segundo tempo, já nos acréscimos. Foi uma partida equilibrada, decidida nos detalhes, e merecida vitória do tricolor gaúcho, que recuperou a liderança do Campeonato Brasileiro, com a ajuda do Figueirense. O Grêmio tem 56 pontos, contra 54 do Verdão. Já o Peixe segue ameaçado pela degola.
VERDÃO ESCORREGA
O Palmeiras completou seu oitavo jogo sem derrota no Brasileirão, mas caiu da liderança com o empate diante do Figueirense. O Verdão não repetiu as boas atuações anteriores, e o jogo em Florianópolis foi fraco, principalmente o primeiro tempo, truncado e cheio de cartões amarelos. As equipes até que criaram chances para marcar, mas na maior parte do jogo, preferiram parar o ataque rival com faltas.
TAPETÃO
Não terminou o jogo pelo octogonal final da Série C, quando Rio Branco e Duque de Caxias empatavam por 2 a 2. O clube acreano pode ser declarado vencedor, se a justiça desportiva aplicar o regulamento, que diz: “O time que ficar com menos de sete jogadores em campo será considerado perdedor por 3 a 0, perdendo os pontos da partida”. Nesse caso, o clube da Baixada Fluminense perderia o ponto somado e os acreanos ganhariam dois. A partida na Arena da Floresta, em Rio Branco, foi encerrada aos 38 minutos do segundo tempo, porque o Duque de Caxias teve três jogadores expulsos. Depois, dois fizeram o “cai-cai”, simulando contusões, e o Duque ficou com seis jogadores em campo, contrariando a lei. Nos demais jogos de quarta-feira, o Guarani pisou na bola ao empatar com o paraibano Campinense; o sergipano Confiança bateu o gaúcho Brasil, enquanto o goiano Atlético goleou o paraense Águia.
ARENA BUGRINA
Com o prestígio de ter sido reeleito prefeito de Campinas, já no primeiro turno, Hélio de Oliveira Santos indicou Jaime Lerner, colega de PDT, como principal consultor do “Polo Anhanguera”, local onde deve ser construído o novo estádio do Guarani, uma ampla e moderna arena multiuso, dentro de uma área de um milhão e setecentos mil metros quadrados. Jaime Lerner foi prefeito de Curitiba e é um dos principais conhecedores urbanísticos do Brasil.
CURIOSIDADE
Após a goleada de 4 a 1 na Escócia, pela Copa da Espanha/82, Sócrates - um dos sorteados para o antidoping - precisou tomar dez cervejas e algumas taças de champagne para urinar. Esses diuréticos devem ter sido um grande “sacrifício” para o doutor.
MEMÓRIA
Campeonato Brasileiro de 2006: Santos 5 x 1 Palmeiras, na Vila Belmiro, gols de Wellington Paulista 2, Luiz Alberto 2 e Jonas. Juninho fez o de honra do Alviverde. Árbitro: Antônio Hora Filho. Santos: Fábio Costa; Dênis, Manzur, Luiz Allberto e Kléber; Maldonado, André Luiz (Carlinhos), Cléber Santana e Rodrigo Tabata; Wellington Paulista (Renatinho) e Rodrigo Tiuí (Jonas). Técnico: Vanderlei Luxemburgo. Palmeiras: Diego Cavalieri; Daniel, Nem e Alceu (Chiquinho); Paulo Baier, Francis (Marcinho Guerreiro), Wendell, Juninho e Michael (Marcelo Costa); Edmundo e Marcinho; Técnico: Tite.
AQUELE ABRAÇO
Um abraço Varley de Souza, da Fiel Macabra, e demais componentes da maior facção da torcida organizada do Corinthians em todo o Interior.