• Decisão política
A decisão do Partido Verde (PV) de optar pela neutralidade foi uma vitória do presidente da legenda, Raul Gonçalves de Paula, corroborada pelo ex-candidato Clodoaldo Gazzetta e pelos demais integrantes da direção partidária. Demonstrando estar assimilando rapidamente a complicada arte da política, Raul propôs a neutralidade para não dividir o partido em três. Havia quem defendesse apoio a Caio, os que optavam por Rodrigo e aqueles que desejavam a neutralidade por convicção ideológica.
• Em cima do muro
Dos bastidores verdes vem a informação de que Gazzetta tem mais afinidades com Caio Coube. Mas parte da direção executiva, principalmente os militantes do Vidágua, defendia o apoio a Rodrigo. No final, a solução foi tucana, mas não em apoio a Caio, e sim para fincar raízes em cima do muro. Caio e Rodrigo tentaram de todas as formas atrair o PV. Mas o que importa é que decisivos mesmo serão os votos dos 30 mil eleitores que votaram em Gazzetta no primeiro turno. Para onde forem, desequilibram.
• Novatos na berlinda
Os novos vereadores estão no centro das atenções após a vitória nas urnas e a matéria veiculada sexta-feira pelo JC, em que eles falam o que pensam do reajuste de 54% em seus futuros vencimentos, a serem pagos a partir de janeiro de 2009. Vários leitores têm cobrado uma posição mais enfática contrária dos estreantes, uma vez que eles se elegeram criticando o reajuste concedido pelos atuais integrantes do Legislativo.
• Pode ou não revogar?
Um grupo de ativistas políticos foi ao Calçadão ontem tentar iniciar um movimento pela revogação do reajuste. Sabe-se que alguns membros (os que não se reelegeram) da Comissão de Economia e Finanças do Legislativo também estão assanhados com a idéia de revogar o aumento de 54%. Porém, surge uma discussão jurídica. Alguns analistas avaliam que o reajuste só poderia ter sido mudado antes das eleições. Outros acham que ainda dá tempo. Este será um dos bons temas políticos da semana que começa hoje.
• Segalla e seus pares
Por falar em novos, o recém-eleito José Roberto Segalla (DEM) já articula uma reunião com colegas iniciantes para discutir uma postura conjunta frente ao enorme desafio que terão pela frente - o de legislar e fiscalizar com independência. Articulado, experiente em outras atividades políticas não partidárias, Segalla estaria querendo propor uma espécie de código de conduta. Ele desponta, assim, como candidato a uma das lideranças da Casa na próxima legislatura.
• Tuga fora do palanque
No final do primeiro turno, Caio Coube até chegou a fazer elogios ao prefeito Tuga Angerami. Acenou até mesmo com a possibilidade de aceitar o apoio, mas na largada do segundo turno já descartou totalmente o chefe do Poder Executivo. Afinal, a baixa popularidade de Tuga medida em pesquisas de opinião fez o tucano recuar neste segundo turno. Ele e Rodrigo estiveram no Café com Política do JC na última sexta-feira enfrentando uma dura sabatina feita pelos repórteres Nélson Gonçalves e Aurélio Alonso.