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Marmita feita em casa é opção econômica

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Preparar marmita em casa pode ser uma opção para quem quer economizar dinheiro e fugir do excesso de carboidratos contemplados nos marmitex servidos comumente pelos restaurantes. Mas, para evitar transtornos para a saúde, um ponto importante é prestar atenção nas condições de higiene na hora do manuseio da comida.

Segundo a nutricionista Roseli Claus Bastos Pereira, alguns procedimentos básicos podem garantir uma marmita livre de microorganismos. “Antes de preparar os alimentos, lave bem as mãos com água e sabão, corte os ingredientes em tábua plástica e utilize recipientes limpos, que sejam de fácil limpeza”, pontua. Ela também destaca que, ao preparar a marmita em casa, deve-se evitar falar ou tossir sobre os alimentos.

Já para a higienização das verduras, a profissional orienta deixá-las de molho por 15 minutos em uma solução de uma colher de sopa de água sanitária diluída para cada litro de água. Depois disso, as folhagens devem ser bem lavadas e acondicionadas em um recipiente à parte, evitando que murchem.

“A pessoa nunca deve misturar a salada com as refeições quentes. Se não houver a possibilidade de levá-la separadamente, prepare legumes e verduras refogados, que poderão ser aquecidos normalmente”, ensina. De acordo com a nutricionista, preferencialmente, cada item da marmita deve ser acondicionado em recipientes individuais, evitando que um alimento possa contaminar o outro.

Conservação

A seleção dos alimentos que irão compor a marmita também requer atenção especial, já que certos ingredientes apresentam alto potencial de contaminação se não forem conservados em temperatura adequada. “Isso acontece com as carnes, ovos e preparações que levam leite em sua composição, como molho branco, cremes de milho e receitas que contem queijo ou iogurte”, informa a nutricionista.

Nesses casos, os alimentos podem compor a marmita desde que sejam preparados na véspera, mantidos em refrigeração durante a noite e transportados em bolsas térmicas. Ao chegar ao local de trabalho, a marmita deve ser guardada novamente na geladeira.

O ideal, segundo Roseli, é manter as preparações dentro de uma faixa de temperatura segura, ou seja, inferior a 4ºC ou superior a 60ºC. Ela explica que preservar as refeições dentro dessas temperaturas previne a proliferação de microorganismos que ‘azedam’ a comida e podem causar desde desconforto gástrico leve até intoxicação alimentar mais séria.

Personalizada

A funcionária pública Maria Ferreira Rosa, 67 anos, cumpre o mesmo ritual há quase 30 anos. Acorda cedo, cuida dos afazeres domésticos e, por volta das 9h da manhã, começa a preparar a marmita que será sua refeição durante a jornada de trabalho.

“Como não tenho um horário de intervalo fixo, é bem mais prático. Quando sobra um tempinho, é só pegar a marmita da geladeira e esquentar no banho-maria”, comenta.

Na “quentinha”, ela inclui arroz, feijão, uma carne cozida - de frango ou bovina -, além de legumes cozidos e bastante verdura. Ela, que nunca teve tempo de retornar para casa na hora do almoço, diz que sempre preferiu cozinhar sua própria comida, apesar de todo o trabalho que a tarefa demanda.

Segundo ela, em sua cozinha, tudo é preparado com o maior esmero. “Acho que a comida de casa é sempre mais soltinha e com o tempero que a gente gosta. Não tem comparação. E, como sempre tomo o cuidado de manter tudo bem limpinho, também acho mais garantido”, finaliza.

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