Politicando

Dedos


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Os torturadores do extinto DOPS tinham o colega Campão que manuseava com maestria um punhal e com esta arma branca cortava a ponta dos dedos daqueles que morriam na tortura, com a finalidade de ser dificultada a identificação, caso os restos mortais fossem localizados. Posteriormente, as pontas dos dedos eram jogadas nas ruas de São Paulo, na calada da madrugada, e o trafego de veículos tratava de dar “sumiço” nas digitais. Fininho, do esquadrão da morte, quis aprender com o colega como fazer o serviço e assim o fez, cortando as pontas dos dedos de um jovem estudante e guardando-as no bolso do paletó.

Chegou em casa, dois dias depois, e a mulher estava colérica com várias pontas de dedo em um pires, dentro da geladeira:

- O que é isso aqui, Fininho?

Foi duro convencer a mulher de que não eram dedos humanos!

Enviada por Antonio Pedroso Júnior

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