Brasília - O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse ontem que a segunda fase da crise internacional de crédito está atingindo mais a economia brasileira do que os eventos ocorridos nos 12 meses anteriores. Mantega dividiu a crise em duas fases.
A primeira, nos 12 meses que antecederam a quebra do banco Lehman Brothers, acabou em setembro deste ano, sem ter grandes efeitos sobre o Brasil.
Já a segunda fase estaria se refletindo, principalmente, em cinco pontos: travamento do financiamento externo das exportações, falta de dinheiro para as empresas brasileiras, encarecimento do crédito doméstico, perdas nos mercados de ações e derivativos e redução nas estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009. “Nessa segunda fase os impactos são maiores para a economia brasileira”, afirmou Mantega durante audiência na Câmara dos Deputados.
O ministro afirmou que continuará havendo volatilidade nos mercados financeiros e desaceleração da economia mundial. Mesmo assim, voltou a se mostrar otimista em relação ao momento atual. “Eu acho que essa crise vai se prolongar. Continuará havendo volatilidade nos mercados, mas eu sinto uma acomodação”, disse o ministro.