Bangcoc - A Suprema Corte da Tailândia decidiu ontem que o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, 59 anos, deposto há dois anos em um golpe de estado, violou uma lei de conflito de interesses durante seu mandato e o condenou a dois anos de prisão por corrupção.
O tribunal declarou Shinawatra, exilado no Reino Unido e foragido da Justiça tailandesa, culpado de abuso de autoridade para que sua mulher comprasse, em 2003, terrenos estatais a um preço abaixo do valor real.
Pojaman Shinawatra, 51 anos, mulher do ex-líder, foi absolvida ontem. O tribunal anulou a ordem de busca e captura contra ela quando o casal violou, em agosto, a liberdade sob fiança, ao não voltar à Tailândia e viajar a Londres, aproveitando uma autorização para assistir aos Jogos Olímpicos de Pequim.
Os juízes decidiram, por cinco votos a quatro, que Shinawatra esteve envolvido na compra de terras feita por sua mulher. “O réu é culpado por violar uma lei anti-corrupção, e a punição é dois anos de prisão”, disse um dos juízes.