Diante do cenário de instabilidade econômica mundial, o diretor titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic), José Carlos de Oliveira Lima, reuniu-se anteontem, em Brasília, com o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, para discutir ações imediatas com o objetivo de minimizar os efeitos da crise no setor. As informações são da assessoria de imprensa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
“O ministro deu seu apoio irrestrito e afirmou que a cadeia produtiva da construção é uma das prioridades do seu ministério e de todo o governo federal”, disse Oliveira Lima.
Durante o encontro, que contou com a participação do secretário do Desenvolvimento da Produção, Armando de Mello Meziat, foi definida também a participação do diretor de competitividade industrial do MDIC, Marcos Otávio Bezerra Prates, no grupo de trabalho deste plano emergencial.
O projeto vai contemplar medidas de curto prazo que já estão sendo elaboradas por entidades representadas no Deconcic e com colaboração técnica da LCA Consultores.
Ainda durante sua visita ao Distrito Federal, o diretor do Deconcic reuniu-se com o vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, para pedir apoio ao projeto. “Hereda demonstrou disposição para ajudar prontamente o setor, inclusive com propostas de manter os juros e os prazos atuais”, contou Oliveira Lima.
Ao concluir a agenda, o diretor afirmou estar otimista diante das articulações junto ao governo e empresas privadas. “Foi fundamental a conversa com esses parceiros. Eles (MDIC e Caixa Econômica Federal) já contribuíram e continuam ajudando a suprir as necessidades da cadeia que é responsável por parte do desenvolvimento do País e, conseqüentemente, contribui com a retomada da confiança do mercado financeiro”, finalizou.
A diretoria do Deconcic aproveitou a oportunidade e se reuniu com as secretarias de Acompanhamento Econômico, de Política Econômica e da Receita Federal, no Ministério da Fazenda para pedir agilização no pleito de redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) dos materiais de fibrocimento sem amianto (telhas) - solicitado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos de Cimento (Sinaprocim), em fevereiro de 2007.
O secretário adjunto da Receita Federal, Carlos Alberto Freitas Barreto, informou que o assunto - que aguarda medidas urgentes - encontra-se na fase final de decisões.
O setor que representa esse segmento afirma que a desoneração é fundamental para as empresas que, por meio da isonomia tributária, terão condições de garantir a produtividade e competitividade dos produtos finais. “Esses materiais são utilizados em larga escala pelas famílias de baixa renda como também nas obras de Habitação de Interesse Social”, completou Oliveira Lima.