• Planos de gestão
Os candidatos a presidente da Câmara Municipal de Bauru na próxima eleição, daqui a dois meses, vão estrear um instrumento novo no parlamento local. Os candidatos terão de expor, na tribuna livre, quais são seus planos para a condução administrativa da Casa, da estrutura e da relação política com o Executivo. Ninguém mais quer dar cheque em branco para eleger presidente.
• Dinheiro no cofre
A justificativa para a obrigação do candidato à presidência do Legislativo apresentar plano de ação surgiu depois da reclamação de que os últimos presidentes se preocuparam mais em “guardar” dinheiro para “devolver” no final do ano para o prefeito do que em resolver inúmeros problemas internos.
• Decisão é política
Muitos vereadores reclamam até hoje contra a mão fechada dos presidentes, embora tenham sido passivos com a situação. Em 2009, os candidatos a presidente terão de dizer antes o que vão fazer. Sabe-se, contudo, que a decisão será política, no melhor sentido da palavra, ou seja, fruto de entendimento ou disputa entre as bancadas. O pior sentido seria a decisão basear-se em barganhas por cargos etc etc.
• Ciumeira danada!
Está aberta a temporada de ciumeira entre parte dos colaboradores da aliança que elegeu Rodrigo Agostinho (PMDB) prefeito de Bauru. Como era de se esperar, muitos dos correligionários que estavam na campanha não têm afinidade com o universo político ou a vaidade é maior que a própria galáxia. Já sobram farpas e apontamentos de defeitos um no outro. Tem gente que vai precisar de espelho!
• Tá se achando...
Agostinho nem bem chegou da viagem a Brasília, onde conversou com ministros e deputados em busca de apoio por repasse de verbas para Bauru, e já começa a sentir os efeitos dos correligionários desesperados por um cargo. O pior acontece com a turma da auto-indicação. Tem um que, embora não tenha o menor perfil e jogo de cintura para figurar em posto de primeiro escalão, já se vê como futuro chefe de Gabinete.
• Terceiro tempo
A plantação de nomes também está a mil por hora. Nos chegam diariamente “indicações” de secretariáveis, principalmente após esta coluna ter citado os nomes de Majô Jandreice, Fernando Monti e Fernando Oliver. Porém, para evitar exageros, preferimos a cautela neste momento. Não caberia nesta coluna a lista de “gente competente e amiga do Rodrigo”.
• Nomes em segredo
O futuro deputado federal João Herrmann Neto (PDT) concedeu entrevista coletiva ontem, mas dividiu os holofotes com Rodrigo Agostinho, na Câmara. Após ouvir Herrmann anunciar que vai a Brasília trabalhar por Bauru, o prefeito eleito falou sobre sua visita a Brasília nesta semana, transição e os caminhos as serem seguidos para que Bauru possa receber recursos federais.
• Quem esteve junto
Sobre a montagem da equipe de governo, Rodrigo disse que não tinha nomes, mas depois informou que não quer divulgar já para não “queimá-los”. “Vamos valorizar quem esteve junto na campanha”, disse, em tom de recado. Evidentemente, não tem todo o primeiro escalão montado, mas que já tem alguns nomes definidos, não restam dúvidas.