Islamabad - Dois ataques com mísseis mataram pelo menos 32 pessoas, ontem, no Paquistão, perto da fronteira com o Afeganistão. A suspeita de autoridades do serviço de inteligência paquistanês é que a ofensiva foi realizada por aviões dos EUA - que não confirmaram a autoria.
Os primeiros disparos atingiram uma casa freqüentada por um militante da Al Qaeda e mataram 20 pessoas. Autoridades paquistanesas informaram que o militante-alvo da operação foi uma das vítimas. No segundo ataque, morreram 12 supostos militantes estrangeiros, na região de fronteira do Waziristão, no noroeste do país.
A aliança entre Islamabad e Washington, que já dura sete anos, fica cada vez mais comprometida. Desde meados de agosto, já houve 17 incursões contra supostos militantes envolvidos com terrorismo no Paquistão.
Vítimas do terremoto
Soldados paquistaneses tentavam ontem levar ajuda a dezenas de milhares de sobreviventes nas remotas montanhas do sudoeste do país, onde cerca de 215 pessoas foram mortas por um terremoto de quarta-feira.
O sismo de magnitude 6,4 atingiu o Baluchistão, maior e mais pobre província do país. A área mais atingida foi Ziarat, um pitoresco vale que é um dos principais destinos turísticos da região.
O administrador local, Dilawar Khan, disse que mais de 45 mil moradores do vale foram atingidos, mas que apenas 5 por cento recebeu ajuda dos soldados.