• Fôlego em ordem
O prefeito eleito Rodrigo Agostinho (PMDB) não pára. Chegou sexta-feira de Brasília e no mesmo dia, à noite, participou de homenagem que a Assenag fez aos vereadores eleitos arquiteto Jurandyr Bueno Filho (PPS) e José Roberto Segalla (DEM), membros da entidade de classe. Por sinal, conversou com ambos de forma cordial e também com os demais.
• Quem é o prefeito
Uma semana após a eleição, o tempo mostra algumas facetas interessantes do homem que vai governar Bauru nos próximos quatro anos. Nossos repórteres e editores acompanham Rodrigo diariamente desde o dia 26 (na verdade, desde três semanas antes do segundo turno falamos com Rodrigo e Caio Coube diuturnamente) e perceberam que seu estilo é marcado pela pessoalidade. Isso não significa personalismo e nem que ele não ouça. Pelo contrário, ele ouve muito. Seu celular é o mesmo e ele atende a todas as ligações.
• A solidão do líder
Rodrigo Agostinho não tem um guru ou algum guia ideológico que o oriente ou divida com ele as decisões mais difíceis. Ele próprio, como convém a alguém que almeja o sucesso político, se recolhe, por vezes, na solidão dos líderes para tomar as decisões mais importantes de sua trajetória. Não há quem o influencie. E o principal: dificilmente haverá daqui para frente. Acertos ou erros serão de sua inteira responsabilidade e isso não o atormenta nem um pouco.
• Apetite aguçado
Na tentativa de mostrar serviço, mesmo antes de tomar posse, o vereador Natalino da Pousada encaminhou ofício ao deputado federal José Paulo Tóffano (PV). No documento, o bauruense solicita que o parlamentar inclua no orçamento emenda para construção de um barracão para armazenamento e triagem de materiais recicláveis no bairro Pousada da Esperança. E tem boas chances de ver a emenda incluída.
• Koffani indicado
Sob as bençãos do prefeito eleito, Rodrigo Agostinho, o ambientalista Cláudio Koffani, que já esteve à frente do Instituto Vidágua, substitui ao próprio vereador em uma vaga no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), em Brasília. Koffani teria comparecido à Capital Federal nesta semana para sacramentar sua indicação. Rodrigo retornou da viagem sexta-feira.
• Dinheiro do leite
Para mostrar o comprometimento do ex-prefeito Édison Bastos Gasparini - que morreu há 25 anos - com as pessoas mais humildes, Antonio Pedroso Júnior e Darci Ribeiro falam de passagens curiosas. O primeiro relata que um dia Gasparini saiu de casa com dinheiro contado para comprar leite em pó para os filhos. No meio do caminho, encontrou pedintes e não pensou duas vezes: deu o dinheiro para eles.
• Saúde do sapo
Outra passagem foi contada pelo ex-deputado Roberto Purini. Segundo ele, indo a São Paulo em 1982, Gasparini parou num posto às margens da rodovia. No caminho para o banheiro encontrou um sapo quase morto. Ele pegou o bicho e o colocou na água até que se recuperasse. O evento durou uma hora, tempo para que os familiares e o vice-prefeito Tuga Angerami achassem que, pelo atraso, algo de mais grave havia ocorrido.