Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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Prioridade asfalto

Asfalto será, de fato, uma das primeiras obras que o prefeito eleito Rodrigo Agostinho vai providenciar assim que assumir. Ele avalia que é preciso atacar os pontos críticos com o dinheiro que terá disponível. Sabe que não dará para fazer grande metragem (Bauru precisa asfaltar 3.550 quadras), mas acredita que somente o fato de a prefeitura demonstrar disposição para investir no setor já criará um clima de maior confiança.

Folha de pagamento

Rodrigo trabalha com a expectativa de obter entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões com a “venda” da folha de pagamento a um banco. Atualmente, com a crise financeira mundial, os bancos privados estão arredios a esse tipo de negócio, mas há os estatais, principalmente o Banco do Brasil. Vale lembrar que o no-vo prefeito encontrará o caixa com R$ 23 milhões para investimento.

Crise exige cautela

O prefeito eleito também deverá adotar a cautela diante da crise financeira internacional e por isso não vai gastar de imediato todo o dinheiro que encontrará no começo do ano. Ela deverá aguardar para sentir até que ponto a falta de liquidez no mercado, as taxas de juros etc afetarão os cofres públicos.

Conversa duradoura

Rodrigo Agostinho gostou mesmo da reaproximação com Tuga Angerami. Na última sexta-feira, o vereador até 31 de dezembro deste ano ocupou a agenda do atual alcaide por pelo menos três horas no início da noite do último dia útil da semana. Rodrigo diz que só conversou sobre os ajustes na lei da previdência.

Lula por Rodrigo

Desde a campanha eleitoral e mesmo antes dela, Rodrigo já conviveu com o presidente Lula da Silva em várias ocasiões. Perguntado ontem sobre como é, de fato, o líder do governo federal, Rodrigo relatou um cidadão de hábitos simples, brincalhão, mas com uma aguçada inteligência política, que não é verbalizada, porém é praticada a cada momento.

Boteco na Primeiro

Segundo Rodrigo, Lula tem muitas lembranças de Bauru, com destaque para um bar que ficava (ou fica) na rua 1º de Agosto, onde costumava tomar um café quando vinha caminhar pelo Centro da cidade com militantes petistas. Ele se lembra de vários companheiros na cidade e cita os nomes, revelando uma memória de elefante. Depois que se tornou presidente da República, há seis anos, não esteve mais na cidade.

Ação das catracas

O movimento organizado pelo sindicato do transporte coletivo urbano, na sexta-feira de manhã, pode ter passado despercebido pelo governo municipal e pela direção do Sistema Viário da gerenciadora do sistema, a Emdurb, mas não deixou de ser muito criticado entre os usuários. Em qualquer lugar mais organizado o poder público (concedente) procuraria saber o que gerou o transtorno a quase 10 mil usuários.

Desrespeito ao usuário

O transporte coletivo urbano é uma concessão e como tal não pode se servir dos mesmos parâmetros absolutos do setor privado para produzir suas manifestações, ainda que legítimas. O usuário tinha o direito de ser avisado e com antecedência. Milhares de pessoas foram prejudicadas, sem conhecimento, pela paralisação organizada pelo sindicato por duas horas.

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