Internacional

Colômbia decreta estado de emergência para conter a crise das ‘pirâmides’

Folhapress
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Bogotá - O governo da Colômbia decretou ontem estado constitucional de emergência social para enfrentar a crise iniciada pelo colapso dos mecanismos financeiros ilegais, conhecidos como “pirâmides”. Também foram anunciados os primeiros decretos para assegurar o dinheiro de quem fez depósitos no esquema.

O fenômeno das “pirâmides”, como são conhecidos os esquemas de captação, entrou em crise na semana passada quando começaram a desaparecer os responsáveis por vários escritórios que recebiam dinheiro em moeda em troca de pagar juros de até 300%.

Segundo o governo, nos últimos três anos funcionaram no país ao menos 240 destas companhias piratas que arrecadaram cerca de US$ 800 milhões (R$ 1,8 bilhão) oferecendo triplicar os fundos.

Na última quarta-feira, foram registrados distúrbios em várias cidades colombianas por causa dos golpes. Ex-clientes invadiram os escritórios abandonados e em alguns deles encontraram bilhetes com deboches. Foi decretado o toque de recolher para conter os protestos, que deixaram dois mortos, enquanto um terceiro poupador frustrado se suicidou.

O ministro do Interior da Colômbia, Fabio Valencia Cossio, disse que o estado de emergência, que permite ao governo tomar medidas de emergência por um prazo inicial de 30 dias, está em vigor desde a 0h de ontem. Segundo ele, o governo já começou a confiscar dinheiro e bens de empresas “que cumpriam uma função bancária não autorizada”.

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