Nacional

Amorim aciona embaixada para evitar calote do Equador ao BNDES

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - O ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) disse ontem em São Paulo que convocou o embaixador brasileiro no Equador para estudar medidas a serem tomadas em relação ao anúncio de que o país quer suspender o pagamento de dívida contraída com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O Equador conseguiu empréstimo de US$ 243 milhões para a construção no país da usina hidrelétrica San Francisco.

Conforme nota divulgada ontem, o governo recebeu com “séria preocupação a notícia da decisão do Equador” e que a decisão foi anunciada em evento público, sem prévia consulta ou notificação ao governo brasileiro.

“As medidas tomadas pelo governo equatoriano não se combinam com o espírito de diálogo, de amizade e de cooperação, que caracteriza a relação do Brasil com o Equador”, diz a nota.

As relações entre o Equador e o Brasil estão estremecidas desde que o presidente Rafael Correa decidiu expulsar do país a construtora Odebrecht, acusada falhas na construção da hidroelétrica San Francisco.

Correa assinou um decreto retirando o visto de funcionários da construtora Odebrecht e, na prática, expulsando-os do país. No mesmo decreto, Correa revogou ainda os vistos de cinco funcionários da também brasileira Companhia Furnas Centrais Elétricas.

A Furnas estava encarregada de fiscalizar a reparação da central hidrelétrica San Francisco construída pela Odebrecht.

O governo brasileiro chegou a adiar uma missão ao país vizinho que estava agendada para o mês passado, em reação à decisão do Equador de expulsar a Odebrecht. Na ocasião, a ministra equatoriana María Isabel Salvador chegou a admitir abalos na relação com o Brasil.

Comentários

Comentários