Você já ouviu falar em parafilia? Esta palavra define os diversos tipos de transtornos sexuais que as pessoas apresentam. Algumas são conhecidas, como a zoofilia (atração sexual por animais), pedofilia (atração sexual por crianças) e tem também aquela em que a pessoa precisa pensar em algo violento e só assim consegue o prazer sexual. É com um caso como esse que começa a nossa coluna deste domingo.
“Sabe, não sei o que está acontecendo comigo, nunca falei disso para ninguém, mas eu só sinto tesão e chego ao orgasmo com meu marido se eu pensar que estou sendo torturada, estuprada, isso por vários homens. Imagino isso tudo e só assim eu gozo. Não sei se é isso normal ou se preciso de ajuda médica. Isso acontece comigo há muitos anos. Por favor, me dá um conselho porque tem hora que acho que não sou normal. Beijos, te adoroooo.” (Rosi)
JoãoBidu - O que você tem, Rosi, é parafilia, que antigamente era chamada de desvio sexual ou perversão. São aquelas fantasias sexuais estranhas, bizarras, esdrúxulas, extravagantes. Algumas formas de parafilia: sadomasoquismo (quando a satisfação erótica só se concretiza com maus-tratos físicos em si mesma ou na outra pessoa - parece que se encaixa no seu caso), pedofilia (sexo com crianças), o voyeurismo (espiar pessoas estranhas nuas ou tendo sexo sem elas perceberem), o fetichismo (quando o prazer consiste em amar não a pessoa, mas a uma parte dela ou um objeto de seu uso e muitas outras. Para alguns especialistas, porém, por mais estranha que seja a fantasia sexual de uma pessoa, se ela se realiza desse jeito e não causa sofrimento ou constrangimento ao(à) parceiro(a), vamos que vamos, está valendo. Sendo assim, você precisa de ajuda, sim. A terapia psicológica é a mais indicada e, em alguns casos, há necessidade também de intervenção psiquiátrica para eliminar ou pelo menos minimizar o seu distúrbio sexual. Mas, enquanto isso não acontece e como você só se realiza tendo esses pensamentos, manda ver. O importante é ser feliz, sem prejudicar o nosso corpo ou outras pessoas, concorda?
“João, sou de Escorpião, tenho 1,74m, sou uma morena até atraente, tenho um trabalho bom ou, melhor, ganho razoavelmente bem. Começo a namorar uma pessoa e quando tudo parecia ir bem, de repente ele acaba de uma hora para outra. Eu estava namorando (durou três meses) um canceriano, íamos bem em todos os aspectos, mas ele foi se distanciando e agora descobri que está com outra e isso está me doendo muito, pois ele me completava em tudo.” (Rai)
JoãoBidu - Engraçado, Rai, volta e meia recebo e-mails de mulheres que têm o mesmo tipo de problema seu. E o pior é que não há explicação, inclusive astrológica, pois isso acontece com mulheres de vários signos. Mas, uma coisa é certa: se você, por ser atraente, tem facilidade para atrair quem deseja, mas não consegue consolidar e manter a relação, opa! Aí tem alguma coisa estranha e, provavelmente, é do seu lado. Por que um homem vai deixar uma mulher do seu tipo sem mais nem menos? Algo deve haver. No sexo, por exemplo, se você é muuuuuuuuuuito ousada e vai se entregando rapidinho, claro que os caras ficam imaginando que você é fácil demais e que é mulher para algumas transas e nunca para firmar namoro. Não, isso não acontece com você. Beleza. Então pensemos em dois problemas terríveis e que pouca gente tem coragem de apontar: mau-hálito e forte odor do suor. Se também nesses quesitos você “é aprovada com louvor”, Rai, então deve ser infeliz coincidência ou coisas do destino, que ninguém consegue definir. E como não existe solução milagrosa, o jeito é continuar tentando. É impossível que um belo dia você não vá encontrar um homem que te queira não apenas por três meses, mas por toda a vida. A sua última trombada: eu me surpreendo. Escorpião com Câncer não é relação que promete namoro firme, casamento, mas pelo menos um bom tempo de muita paixão. Se com três meses o cara já enjoou, analise bem, pois pode encontrar alguma coisinha que o afastou, valeu?
“Olá, JoãoBidu, preciso de um conselho seu. Estou muito confusa, não sei mais o que pensar sobre tudo isso. Sou separada faz 12 anos. Na época eu tinha 28 anos. De lá para cá nunca tive muita necessidade de ter uma companhia. Tive um relacionamento que durou quatro anos e mais nada, isso já faz cinco anos. No ano passado conheci uma pessoa e, de tanto ele insistir, começamos a namorar. Mas não vingou. Acontece o seguinte: quando eu começo a me interessar pela pessoa, não sei o que acontece, acaba tudo. Em 2008 já tive três namorados, mas não deram certo. Sou muito paquerada, já ouvi muitos homens dizerem que sou o tipo que todo homem gosta, não sou de paquerar, me acho muito séria e tímida. Queria até ser um pouco diferente. Passo a imagem de que sou segura, auto-suficiente, estou sempre de bem com a vida, mas no fundo não é verdade, já fui assim, e essa imagem ficou. Tenho noites que choro muito na minha cama sozinha, não tenho coragem de confessar isso nem para a minha melhor amiga, ando meio insatisfeita com tudo. Às vezes tenho a convicção de que meu ex-marido fez alguma magia para eu não casar de novo- minha separação foi muito difícil, meu ex-marido nãoqueria de jeito nenhum, me jogou um monte de pragas. O que eu faço?” (Sandra)
JoãoBidu - Sandra, claro que já ouvi muitas vezes essa história de que alguém fez isso, isto ou aquilo para azarar determinada pessoa, mas tenho comigo que ninguém é tão poderoso assim para conseguir, através de macumba, prejudicar a vida de alguém por muito tempo. Agora, se a pessoa, no caso você, põe essa minhoca na cabeça, aí de certa forma você alimenta essa possibilidade, que também podemos chamar de delírio. O seu problema está no início do seu e-mail quando diz “não tive muita necessidade de ter uma companhia”. Se você é (ou era) independente, não sente falta de homem, inclusive na cama, claro que vai se tornar mais seletiva e exigente ainda, o que tem muito a ver com Aquário. E numa dessa os caras que aparecem dificilmente vão te encantar por muito tempo. Está na hora, minha querida, de deixar de ser “machona”, de abrir com suas amigas, sim, reconhecer sua fragilidade, sua carências e perder o medo de tentar um novo relacionamento, mesmo que seja de curta duração. Afinal, a vida é curta, né? E numa dessa, você entra só por brincadeira numa nova relação e acaba encontrando o homem que pode ser o seu grande companheiro por muito tempo, valeu?