Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• As fatias do poder

Como era esperado, os partidos que deram sustentação à eleição de Rodrigo Agostinho (PMDB) atuam na frente das definições do primeiro escalão para a montagem do governo. Fora as áreas de Finanças, Jurídico, Administração, Seplan e Emdurb, que devem ter nomes apontados pelo próprio prefeito eleito, as demais secretarias deverão ser de indicações de partidos aliados.

• ‘Pré-candidatos’

Rodrigo tenta costurar a relação entre a aprovação ou não dos indicados dos partidos com o formato de governo que ele pretende instalar nas Cerejeiras. Alguns nomes não encontram resistência, como Fernando Monti (PR), Majô Jandreice (PC do B) e Darlene Tendolo (PC do B). O médico, por sinal, agora estaria disposto a assumir a Saúde e Tendolo é tida como favorita à Sebes.

• Muitas pretensões

Enquanto o prefeito eleito pensa a composição, alimentam-se as pretensões. O PSB segue de olho na Cultura, o PR se interessa pelo DAE e o PC do B conversa sobre a Sebes. O PT sonda Esportes, mas as demandas do PDT e até do PTB para estar no governo podem abrir discussões em torno da Sear e até Esportes. Quem sabe a Emdurb.

• Gargalo municipal

Quem for assumir as pastas de Obras e Planejamento (Seplan) da Prefeitura de Bauru a partir de janeiro próximo que se prepare. Além da lista enorme de pedidos de moradores, as duas pastas precisam de remodelação e ajustes para fazer frente a outras carências e uma delas é a enorme dificuldade, por deficiências em burocracia e operacional, em agilizar processos de instalação de empresas.

• Tempos de crise

No instante em que o País inteiro discute saídas para manter empregos e, se der, concretizar ampliações de vagas nos mais diferentes setores para afugentar a previsão de retração na economia, é ainda mais alarmante conviver com prazo de até 180 dias para analisar pedido de instalação de empresas em Bauru.

• Muita demora

Matéria na página 3 da edição de hoje revela que solicitações de ampliações de instalações de empresas bauruenses, que já produzem e geram riquezas aqui, esperam por aprovação desde 2007. Um dos principais motivos é que, por falta de disponibilidade de áreas com mais de 5 mil m2, a prefeitura teve de realizar ampliação do Distrito Industrial II. Só o projeto e a topografia demoraram mais de um ano para andar...

• Benevolência

O Departamento de Água e Esgoto (DAE) enviou ontem nota amena dizendo que aguarda para esta semana posicionamento do consórcio Emell-Log para o atraso nas obras de construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Núcleo Gasparini. O DAE disse que em novembro passado as explicações da empresa “não convenceram”.

• Prorrogação

A autarquia, entretanto, tinha pleno conhecimento do atraso nas obras e, mesmo meses depois de ter concedido aditivo com aumento no preço total da ETE, acompanhou dificuldades e atrasos no cumprimento do contrato. A notificação da empresa, porém, foi via Correios, na quarta-feira passada. A obra está apenas 35% executada.

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