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Campeonato Paulista: Marcelinho quer aproveitar ‘vitrine’

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 3 min

Um dos jogadores repatriados pelo Noroeste para a disputa do Campeonato Paulista, o zagueiro Marcelinho chega a Bauru disposto a fazer um grande Estadual para se valorizar profissionalmente. Antes do início da Série C do Campeonato Brasileiro deste ano, Marcelinho deixou o grupo noroestino e acabou sendo emprestado para a Ferroviária, onde permaneceu durante quatro meses. O jogador teve bom desempenho em Araraquara, ganhou experiência e, agora, volta ao time com prestígio junto ao técnico Ruy Scarpino.

Seguro do que quer, o zagueiro espera poder aproveitar a confiança que o treinador alvirrubro deposita em seu futebol para se destacar na vitrine do Paulistão. “Meu ponto de vista é fazer um bom campeonato para ser visto e poder dar seqüência em minha carreira. E tudo o que vai acontecer, depende muito de mim, de poder jogar, de poder aparecer e poder seguir minha carreira ou, quem sabe, ficar aqui mesmo no Noroeste. Está tudo em minhas mãos, é só corresponder e chegar dentro de campo e ajudar a equipe”, vislumbra.

Marcelinho tem 22 anos e seu vínculo com o Noroeste vai até o mês de junho. O zagueiro lembra com satisfação de sua passagem pela Ferroviária e aposta em novo bom momento defendendo o Norusca. “Foram muitas coisas boas (na Ferroviária), foi um clube honesto comigo. Tive oportunidade de mostrar meu trabalho e tive até proposta para renovar e jogar a Série A2 lá. Mas preferi ficar aqui em Bauru mesmo, porque aqui, além de ser um clube que é bem estruturado, o seo Fernando e seo Damião Garcia vão montar um time para fazer um bom Campeonato Paulista e é onde eu posso aparecer e seguir minha carreira”, planeja.

Marcelinho volta ao Norusca com o aval do técnico Ruy Scarpino, que não escondeu o desejo de contar com o zagueiro no elenco. O jogador revela teve chance de ser comandado pelo treinador anteriormente. “Nunca trabalhei com ele (Scarpino), mas já tive conhecimento dele através do auxiliar-técnico, o Cacau, que já me conhecia quando eu estava no Monte Azul. Na época, ele (Cacau) pediu para eu ir para o Rio Branco-SP (ex-clube de Scarpino), tentaram acertar aqui para eu ir para lá e nada deu certo. Infelizmente, não deu para eu trabalhar com o Ruy naquele momento, mas agora é uma oportunidade que estou tendo de trabalhar com ele e conhecer um pouco mais o trabalho dele”, comenta.

Saída conturbada

Contrastando com o bom momento e as expectativas que tem sobre o Paulistão, Marcelinho fala sobre sua saída do Norusca para a Ferroviária. Jogador de qualidades técnicas incontestáveis, o zagueiro teve sua saída antes do início da Terceirona envolvida em boatos sobre saídas noturnas. Marcelinho explica o que ocorreu na época. “Tudo o que aconteceu foi uma série de fatores. Primeiro, eu sabia que não iria ser utilizado pelo Luiz Carlos (Martins, técnico do Noroeste na ocasião), depois aconteceram algumas coisas de eu sair, em festas particulares, festas até de família, mas nada que eu tivesse saído tarde, porque eu estava no meu direito também, não posso parar minha vida. Tive um compromisso e acabaram deduzindo que eu estava fazendo coisa errada. Deve ser pelas minhas atitudes de brincar, de conversar um pouco mais. As pessoas acabam misturando um pouco”, aponta.

Marcelinho afirma que sua saída foi definida após conversa com Luiz Carlos Martins, porque não se sentiria bem de apenas ficar treinando no clube, sem jogar. Assim, preferiu ir para a Ferroviária, onde teria mais oportunidades. “O Luiz Carlos entendeu que se eu não ia jogar, eu iria atrapalhar o grupo dele. Eu conversei com ele, ele é um amigo, ele é de Bauru e eu também sou. Decidi ir para a Ferroviária e acabei tendo sucesso lá. Aqui, eu ficaria desmotivado sem jogar. É muito estressante ficar em um clube sem jogar, só trabalhando, recebendo. É estressante não fazer aquilo que você gosta, que é jogar. Acabei indo para lá (Ferroviária), fiquei quatro meses e foi maravilhoso. Fiquei valorizado e peguei uma experiência maior”, avalia.

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