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Novo ano, novos horizontes


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O novo ano de 2009 vai chegando meio que nublado nas questões que envolvem a economia mundial, mas trazendo sempre o sol da esperança de novos horizontes para a humanidade. Ainda há pouco vendo o noticiário de uma das redes de TV, observei as imagens de Israel revidando os ataques do Hamas. Em plena semana natalina e eles continuam não se entendendo. Centenas de anos se estranhando por motivos religiosos e econômicos, produzindo milhares de mortes de inocentes.

Por outro lado, o mesmo noticiário pródigo em desgraças, transmite imagens das dezenas de acidentes ocorridos em estradas brasileiras, produzindo mortos e feridos. Excesso de velocidade, mau tempo e álcool em profusão, transformados em mistura letal. É incrível como as pessoas não respeitam as leis e exercem uma irresponsabilidade sem limites. Ver telejornal nos dias que correm, é tomar conhecimento apenas de más noticias. As boas são tão limitadas, que consomem no máximo cinco minutos do tempo de duração do referido noticiário.

Seria o caso de perguntar para onde caminha a humanidade? Nos cinco minutos de alento e esperanças do noticiário, destaca-se a posse em janeiro, do novo presidente americano. Barack Obama vem sendo transformado no novo Messias, no salvador do mundo. No homem que vai afastar com uma varinha de condão, todos os males que nos afligem. É certo que poderá trabalhar em favor da paz, da solidariedade, da justiça social e do entendimento entre os povos.

Mas não poderá fazer tudo sozinho, como se fora um superman saído das estórias em quadrinhos, e repentinamente colocar um ponto final na omissão de vários estadistas. Na ganância dos que especulam com papéis podres nas bolsas de valores. Nos golpistas sempre prontos para roubar a sociedade e nos fabricantes de armas, sempre atentos com a ajuda de maus governantes a produzir novas guerras, e com isso encher os bolsos com o dinheiro conseguido através do sangue e da miséria que suas armas produzem.

Os americanos cansaram dos Bush´s da vida, e resolveram mudar. Se a mudança foi proveitosa, só o tempo o dirá, mas o importante é que estão tentando um novo caminho, distante dos bufões e invasores de territórios alheios. É preciso que a América Latina também se livre dos seus bufões caloteiros, e tentem novos caminhos. O mundo só mudará, quando o homem mudar, e para que haja essa mudança, torna-se necessário que o povo e a sociedade, acreditem de verdade em seus líderes. Que 2009 traga acima de tudo, a luz da conscientização dos povos, principalmente dos latino-americanos, para que haja uma paz duradoura, uma justiça social verdadeira, e uma transparência real dos atos de nossos governantes.

Que 2009 seja o início de uma era, onde o homem será parceiro do homem, e não, o lobo voraz em que foi transformado pela cobiça e pelo vil metal. São meus sinceros votos e desejos.

O autor, Carlos Pinto, é jornalista e presidente do Icacesp

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