Tribuna do Leitor

Praça pelada


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É uma pena. O que poderia ser uma linda homenagem a um povo que tanto fez e faz por nosso País receber de “presente” uma pseudopraça, ou melhor, um descampado de concretão a céu aberto. Talvez, se não fosse tão triste seria cômica a foto do JC onde se aglomeraram os corajosos que lá apareceram enquanto alguns que teriam por obrigação estar lá não estavam. Talvez por ter visto o tosco resultado da “bela obra”. Não é à toa que o ex -vereador Futaro Sato não compareceu nem por decreto e eu achei certo,pois não haveria lugar para ele naquela disputa ferrenha pela única sombra. Agora, corajosos mesmo foram os jovens tocando os tambores. Esses sim tinham que estar tocando debaixo daquela árvore, pois eram os reais merecedores. A minha pergunta é: pra que inaugurar algo que não está pronto? Será que é para fechar com “chave de ouro” o governo mais discreto que essa cidade já viu? Quase que não dá tempo, heim, senhor prefeito? Já pensou aquela “maravilhosa” praça ter os louvores para o próximo prefeito, que no caso estava fazendo o seu papel? Praça sem árvore, era só o que faltava mesmo! Daqui a pouco teremos lago sem água, ruas sem asfalto.. Ops, isso já temos. Ou será que esse tipo de praça é algo fora do meu conhecimento arquitetônico? Ou seja, se as praças modernas são feitas só de concreto pra que árvore? Para elas serem disputadas no tapa? Amigos japoneses, vocês merecem muito mais do que aquilo. Desejo que uma boa sombra de cerejeira conforte vossos tristes corações. Arigatô.

Juliano Augusto Pinto

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