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Reforma psiquiátrica deu origem ao serviço de residência terapêutica

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 1 min

A criação das residências terapêuticas em Bauru pode ser considerada mais um capítulo da luta antimanicomial, movimento que se originou na Itália, em 1978, quando o médico Franco Basaglia, membro do Partido Comunista Italiano, conseguiu que o Parlamento de seu país aprovasse uma lei que acabava com os hospitais psiquiátricos.

No Brasil, a luta antimanicomial ganharia ares de movimento organizado apenas nove anos mais tarde, quando trabalhadores da área de saúde mental passaram a negar o manicômio como forma de tratamento e a propor formas alternativas de se lidar com transtornos psíquicos.

Bauru, que na época tinha um prefeito ligado à área da saúde mental (Tuga Angerami em sua 1.ª gestão) e, além disso, concentrava um grande número de trabalhadores do setor (havia dois hospitais psiquiátricos na cidade, o Paiva e o Banuth), acabou se tornando uma referência na luta antimanicomial, principalmente após a implantação no Município do Núcleo de Apoio Psicossocial (Naps).

Em abril 2001, o movimento obteve uma de suas maiores conquistas, com a aprovação da Lei Federal número 10.216, de autoria do deputado Paulo Delgado (PT-MG), conhecida como “Antimanicomial” e “Da Reforma Psiquiátrica”.

O texto propunha, basicamente, a substituição do antigo modelo de tratamento dos transtornos mentais, antes focada nas instituições psiquiátricas, por uma rede de atenção psicossocial.

A partir daí, surgiram serviços como as residências terapêuticas, em 2005, e os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), em 2003.

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