La Paz - A dois dias do referendo sobre uma nova Constituição para a Bolívia, o presidente Evo Morales decretou a nacionalização da empresa produtora de gás Chaco, controlada pela multinacional britânica British Petroleum (BP) e com capital minoritário argentino.
A tomada da Chaco foi semelhante à nacionalização de todo o setor de gás, em 1º de maio de 2006, quando Morales liderou pessoalmente a ocupação militar de instalações da Petrobras. Desta vez, o presidente boliviano esteve na usina de Carrasco, no departamento de Cochabamba, centro do país.
“Lamentamos que haja algumas petroleiras estrangeiras que não respeitam as leis bolivianas nem asseguram o investimento. Quero pedir-lhes que respeitem o povo boliviano. Se não o fizerem, vamos impor nossas leis revertendo suas ações ao Estado”, discursou Morales, de capacete branco.
Segundo o governo, a transferência ao Estado de todas as ações via decreto ocorreu após o fracasso nas negociações com a Chaco, a última das empresas a ser nacionalizada que constavam do decreto de 2006. A lista incluía as duas refinarias da Petrobras, transferidas em 2007.