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Para fugir do ‘caos’, motorista já desvia da av. Castelo Branco

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Mudar o trajeto, sair de casa mais cedo ou deixar o trabalho mais tarde. Todos os dias, milhares de motoristas se desdobram para evitar o maior problema do trânsito de Bauru: a avenida Castelo Branco, principalmente na altura da rotatória Primaz Chujiro Otake, que liga a avenida Duque de Caxias à região da Vila Ipirang. Considerado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) como o pior gargalo do trânsito da cidade, a avenida que liga Bauru a Piratininga deve sofrer modificações a curto e longo prazo.

Todas as manhãs, por volta das 8h, a rotatória da Castelo é um problema. A situação se repete por volta das 18h30. O “bolo” de carros, motocicletas e ônibus entrando e saindo das cinco vias que convergem para a rotatória fica ainda pior no período de aulas, quando muitos universitários utilizam o trecho para ter acesso às unidades de ensino superior da zona oeste de Bauru.

Criada como estrada de acesso a Piratininga, a avenida Castelo Branco se tornou uma das principais vias da cidade. Uma medição da Emdurb aponta que, diariamente, trafegam pela Castelo Branco mais de 10 mil veículos somente na altura do cruzamento com a avenida José Henrique Ferraz. O volume é semelhante a muitos trechos da avenida Nações Unidas, a principal de Bauru

. O casal Lieka e Hideki Kavashima, de Piratininga, desistiu de enfrentar o trânsito na rotatória Primaz Chujiro Otake – também conhecida como Praça do Relógio de Sol. Os dois trabalham em Bauru e chegam bem na hora do rush da manhã. “Eu não passo por ali nos horários de pico. Tem muito carro”, afirma Lieka, que é desenhista técnica.

Para evitar o trânsito, ela sai de casa mais cedo. “Costumo sair às 6h30 e chego ao trabalho em 15 minutos. Se eu atraso uns dez minutos, fico parada na rotatória. Aí, leva uns 40 minutos para chegar ao trabalho”, calcula.

Já o técnico em eletrônica Hideki prefere seguir por outro caminho. Prefiro cortar por dentro”, conta. “Se ficar na rotatória, perco mais de cinco minutos esperando”, calcula. Para regressar a Piratininga, ele também tem uma técnica. “Vou pela rua Halim Aidar. É mais longe, mas leva bem menos tempo do que enfrentar o congestionamento”, pondera.

No último dia 14, uma equipe de técnicos da Emdurb esteve na rotatória Primaz Chujiro Otake, durante um “city tour” para analisar os principais gargalos do trânsito da cidade. Participaram da inspeção Rubens Ribeiro Barros Filho, o Rubito, presidente do órgão, Aníbal dos Santos Ramalho, gerente de Planejamento e Operações Viárias, e Ricardo Aurélio Pignoli, diretor de Sistema Viário.

No local, a equipe avaliou que o fluxo pode melhorar com a liberação do viaduto Mauá, interditado desde setembro do ano passado, com problemas estruturais. A conclusão do viaduto inacabado também representaria uma redução na quantidade de veículos que circulam pela rotatória. Outra intervenção necessária é o aumento da rotatória. Hoje com 35 metros de diâmetro, ela deverá passar, futuramente, para 100 metros. Dessa forma, o movimento de entra-e-sai de veículos seria facilitado.

Já para a avenida Castelo Branco, os dirigentes da Emdurb apontaram que a construção da avenida Água do Sobrado - que consta no Planto Diretor - aliviaria o trânsito tanto na Castelo quanto na rua Bernardino de Campos. E nas próximas semanas, o órgão vai proibir o estacionamento de veículos na avenida.

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