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Fórum Social em Belém foca discussões na crise mundial

Folhapress
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Belém - Depois de três edições debatendo rachas internos e buscando novos formatos, o Fórum Social Mundial, cuja nona edição começa amanhã, em Belém (PA), vai ter como principal foco a crise financeira mundial. A edição deste ano terá menos atividades ligadas a autocríticas e mais discussões relacionadas à crise.

“Esta é a edição mais importante depois da primeira, em 2001”, afirma Oded Grajew, do Movimento Nossa São Paulo e idealizador do evento. Grajew diz que o colapso financeiro confirmou as previsões que o fórum fazia. “É só recuperar toda a nossa história. Sempre falamos isso. Mas a gente não fica feliz e contente com a crise. Queremos é um mundo com qualidade de vida.”

Para ele, a eleição de Barack Obama nos EUA e a ofensiva de Israel em Gaza também aproximam o contexto internacional de assuntos que sempre estiveram no foco do fórum.

“A crise nos deu razão, mas criou uma urgência. Ela nos impõe uma agenda”, diz outro fundador do encontro, Cândido Grzybowski, do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas. Para ele, as discussões se voltarão mais à falência do que chamou de “economia-cassino” e menos à autoanálise.

Mas o debate sobre métodos e rumos do encontro continua sendo essencial, diz Grajew. Desde 2005, quando foi realizado em Porto Alegre (RS) pela última vez, o evento tentou formatos e sedes diferentes.

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