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Acusada de furtar DVD em loja, jovem que pichou Bienal deixa prisão

Folhapress
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São Paulo - A jovem Caroline Pivetta da Mota, 24 anos, que estava presa desde a última quinta-feira sob suspeita de tentativa de furto, foi solta ontem. No ano passado, ela ficou 54 dias presa por pichar as paredes de um andar vazio da Bienal, no parque Ibirapuera. A Justiça concedeu na noite de anteontem a liberdade provisória.

Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária, Caroline foi liberada às 12h25. A reportagem apurou que até as 13h10, no entanto, ela permanecia em uma área da penitenciária feminina Sant’Ana, na zona norte, e aguardava a chegada de seu advogado para deixar o local.

Na semana passada, a jovem e duas amigas, de 20 e de 22 anos, foram presas suspeitas de tentar furtar DVDs de uma loja na zona sul da cidade. As outras duas jovens permanecem presas. Elas negaram a intenção de furto.

Na ocasião, o advogado de Caroline, Augusto de Arruda Botelho, as duas garotas - e não sua cliente - alegaram ter colocado os DVDs em uma sacola com o objetivo de comprar os produtos, mas desistiram e deixaram na loja. Por isso, segundo ele, a prisão era equivocada.

Apesar de as jovens terem sido presas em flagrante, os policiais não encontraram nenhum objeto com elas. De acordo com a polícia, imagens captadas pelo sistema de segurança da loja justificaram a prisão em flagrante. “Essa é uma prisão de flagrante sem crime. É uma afronta de dignidade humana”, afirmou o advogado após a prisão.

No ano passado, Caroline passou 54 dias presa por invadir o andar vazio da 28.ª Bienal Internacional de São Paulo, aberta em 26 de outubro, e pichar o local. Na denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo, Caroline é acusada de se associar a “milicianos” com fins de “destruir as dependências do prédio”.

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