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Brasileiros aprovam redução de jornada e salário no combate a crise

Folhapress
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Brasília - Em meio aos recordes de popularidade registrados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro deste ano, pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem mostra que quase a metade dos brasileiros tem o receio de perder o emprego em consequência da crise econômica internacional.

O levantamento aponta, ainda, que 50% da população é favorável à redução da jornada de trabalho com a consequente redução dos salários - alternativa para que as empresas evitem demitir e enfrentem a crise internacional.

“A pesquisa mostra que metade da população está disposta a ajudar as empresas com algum nível de sacrifício pessoal”, disse o diretor do instituto Sensus, Ricardo Guedes.

O presidente da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), Clésio Andrade, avalia que o presidente Lula se tornou a “âncora da esperança’’ para os brasileiros - que acreditam no seu discurso e na possibilidade de reação do país frente à crise. Por esse motivo, a maioria dos entrevistados aposta que redução na jornada de trabalho pode ser uma solução para a crise.

“O povo acredita tanto nele (Lula) que acha que a expectativa é boa”, afirmou. Andrade disse acreditar, porém, que os índices de popularidade de Lula vão cair com o esperado agravamento da crise internacional. “Se a expectativa positiva não se consolidar, isso (popularidade do governo) muda mesmo. As pessoas sabem que está havendo queda nos empregos”, afirmou Andrade.

Entre os entrevistados, 38,9% se mostraram contrários à redução de jornada de trabalho como medida para conter a crise. Quanto ao receio de perder os empregos, 42,7% se mostraram preocupados com essa possibilidade, enquanto 43,8% afirmaram não ter medo de perder sua atividade econômica caso a crise se agrave no país.

A pesquisa mostra que a expectativa da população para o aumento do número de empregos nos próximos meses é positiva. No total, 51,1% dos entrevistados avaliam que o número de empregos vai subir, 21,7% acreditam que ficará estável e outros 20,3% avaliam que vai piorar. O otimismo subiu em relação a dezembro de 2008, quando 47,3% dos brasileiros acreditava que o nível de empregos melhoraria nos próximos seis meses.

“Isso mostra a esperança das pessoas de que a crise é passageira”, disse Andrade.

Não sabem da crise

A CNT/Sensus indica que 56,5% dos brasileiros conhece ou ficou sabendo da crise econômica internacional, enquanto 39,9% dos entrevistados não ouviram falar da crise. Outros 3,8% não quiseram responder.

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