O Parque Vitória Régia, sem dúvida, era a “menina dos olhos” de Jurandyr Bueno Filho. Tanto que ele estava trabalhando na revitalização do parque com a ajuda da iniciativa privada. Jurandyr pretendia entregar a obra neste ano, até 1 de agosto, aniversário da cidade. O próprio arquiteto estava “de chapéu na mão” para conseguir a doação de materiais de construção e cessão de mão-de-obra, para que o município não precisasse abrir os cofres.
O palco do Vitória Régia, no formato oval, tem 25 metros de extensão e 15 de largura. Foi construído em cima de um lago formado pelo represamento das nascentes do ribeirão das Flores. A impressão é de que o palco “flutua” sobre o lago. Daí o nome “Vitória Régia”. Em dezembro do ano passado, em entrevista ao JC, Jurandyr contou a história do parque. Elaborado pelo escritório técnico da Prefeitura de Bauru, chefiado na época pelo arquiteto e então vice-prefeito Jurandyr Bueno Filho, o projeto contou também com estudos acústicos. A concepção do palco, de seus elementos acústicos e da arquibancada, com capacidade para cerca de 1.800 pessoas, lembra monumentos gregos e romanos.
Aliás, foi após uma viagem à Grécia, realizada em 1971, que Jurandyr teve a idéia de construir o teatro ao ar livre no Parque das Nações, que mais tarde ficaria conhecido como Parque Vitória Régia.
A obra começou na administração de Edmundo Coube e terminou na legislatura seguinte, quando o prefeito era Osvaldo Sbeghen. Um terreno que antes não passava de um amontoado de erosões e de uma área alagada acabou se transformando em um dos principais cartões postais da cidade.