Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• “Incompetentes”

Depois da entrevista que deu ao JC falando sobre a precariedade da pasta que encontrou (manchete da edição de segunda-feira), o secretário de Obras de Bauru, Eliseu Areco Neto, recebeu algumas ligações inconformadas de gente que se sentiu ofendida. Tudo por causa da palavra “incompetente”, publicada no título principal do jornal.

• Só olhar nas ruas!

O termo “incompetente” foi usado pelo JC para buscar uma síntese do que a reportagem ouviu de Areco e daquilo que os bauruenses vêm amargando há anos, ou seja, exatamente a incompetência de governantes e agentes públicos anteriores quanto à (des)estrutura de maquinário, pessoal e planejamento para a conservação da cidade.

• Realidade doída

Não se preocupe, secretário, estão apenas manifestando o incômodo de verem sua pífia passagem pela prefeitura ser avaliada da forma mais realística e lúcida possível. E publicamente. Muitas vezes a verdade ‘dói’. Porém, quando aceitaram a missão de assumir um governo ou uma secretaria sabiam (ou deveriam saber) que estariam sujeitos ao crivo da opinião pública.

• Aplausos ou vaias

Aqueles que tentam desviar o foco de uma discussão necessária sabiam que receberiam aplausos ou vaias. Infelizmente (para Bauru) prevaleceram as vaias. Todos nós, jornal, população e, certamente, o senhor, gostaríamos de aplaudi-los. Em tempo: o corpo técnico da prefeitura não tem nada a ver com decisões que deveriam ter sido tomadas pelos agentes políticos, em cargos de confiança.

• Uma fila na chuva

Para ouvir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um auditório que ficou lotado mesmo com 3.000 lugares sentados, os prefeitos de diferentes cantos do País tiveram que ficar em uma fila imensa, do lado de fora do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, tomar chuva e buscar um espaço entre apertadas cadeiras. Ocorreu com Rodrigo Agostinho.

• O pulo do gato

A possibilidade de renegociar dívidas previdenciárias em até 240 meses não é apenas um benefício aos prefeitos. É que o governo federal percebeu que em centenas de pequenos municípios a dívida com o INSS é entrave ao PAC, já que quem deve não tem CRP e quem não tem certidão não pode receber recursos da União.

• Motim na usina

Ao comentar sobre dificuldades em dar respostas na área de obras viárias, o prefeito Rodrigo Agostinho contou que esteve na usina de asfalto para eliminar um foco de reação negativa que partiu de servidores do setor. O Executivo está tendo de ajustar regras para controle de horas-extras, não para cortar, mas para coibir eventuais abusos, e também teve de intervir para regular comportamentos que podem ser indesejáveis no uso dos materiais de trabalho.

• Frase emblemática

Para quem gosta de interpretar frases vindas de governantes com larga experiência, vejam esta de Lula, quase ao final do discurso de 50 minutos, ontem, em Brasília, para uma platéia de 3.000 prefeitos: “Daqui a dois anos estou fora, mas vou continuar viajando por este País”... É candidato em 2014 ou não?

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