Tel-Aviv - Pesquisas de boca-de-urna realizadas pelas três emissoras de TV de Israel apontam que o partido Kadima (centro), da chanceler Tzipi Livni, possui uma pequena vantagem na corrida pelas cadeiras do Knesset (o Parlamento israelense) em relação ao Likud (centro-direita) de Binyamin Netanyahu.
Essas pesquisas de boca-de-urna foram anunciadas logo após o fechamento das urnas, às 22h (18h de Brasília), e provocaram uma festa na sede do Kadima. Na sede do Likud, o clima era de seriedade.
Tzipi Livni, candidata a premiê pelo Kadima; e Binyamin Netanyahu, candidato pelo Likud; as bocas-de-urna apontam corrida apertada
De acordo com as bocas-de-urna do Channel One e do Channel 10, 30 das 120 vagas do Knesset irão para o Kadima enquanto 28 irão para o Likud. Já a pesquisa do Channel Two aponta que o Kadima ficará com 29 vagas e o Likud com 27. De acordo com as pesquisas, outras 13 cadeiras a 14 cadeiras ficarão com o ultradireitista Yisrael Beitenu, de Avigdor Lieberman.
Caso os resultados se confirmem, não ficará claro qual dos candidatos - Livni ou Netanyahu - será capaz de formar alianças suficientes para ser eleito premiê pelo Parlamento.
Nos próximos dias, caberá ao presidente, Shimon Peres, apontar o candidato mais capacitado para tentar formar uma coalizão. Tradicionalmente, o indicado é o líder da legenda com maior número de cadeiras. Existe, porém, a possibilidade de a recusa de partidos menores levarem o presidente a nomear outra pessoa - ou seja, Livni ou Netanyahu podem ganhar a liderança, porém não a indicação.
No geral, de acordo com as projeções, os partidos linha-dura terão 66 cadeiras ao todo e os partidos liberais, 54. Na prática, Livni terá, portanto, que conquistar o apoio dos linha-dura se quiser ser a primeira mulher a chefiar Israel desde Golda Meir, nos anos 70, neutralizando o favorito Netanyahu. Neste ponto, no entanto, Livni já amarga uma derrota. O pleito de ontem só foi convocado porque, no ano passado, ela falhou em negociar um governo de coalizão e assumir a vaga de premiê após a renúncia de seu colega de partido, Ehud Olmert.