O atacante Valdiran está fora do Noroeste. É o que garante o empresário do jogador, Jader Moreira. Segundo o representante do atleta, o atacante viaja hoje para o Rio de Janeiro, onde termina de acertar detalhes para disputar o Campeonato Carioca, em clube não revelado pelo procurador. “O próprio clube quer anunciá-lo, por isso não posso divulgar qual o time”, justifica.
Moreira assegura que Valdiran deixa o Noroeste para atuar em clube da primeira divisão fluminense. O atacante, segundo ele, sai de Bauru somente por não estar mais nos planos da comissão técnica alvirrubra. “Jamais tiraríamos jogador do Noroeste. Ele (Valdiran) só acertou com um clube do Rio porque o atual treinador do Noroeste (Fahel Júnior) quer um atacante com características diferentes”, atribui o representante.
Valdiran não participou dos treinamentos de ontem, no complexo Alfredo de Castilho, onde a equipe se reapresentou após o empate contra o Barueri, na quarta-feira. O jogador foi ao clube apenas após as atividades com o elenco, para acertar arestas de sua rescisão contratual, junto ao diretor de futebol noroestino, Joice Queiroz.
O atleta, que, desde a sua chegada ao Noroeste, em novembro do ano passado, lutava contra o fato de estar longe da forma física ideal, lamentou a saída de Bauru, onde acredita não ter tido as melhores oportunidades quando estava finalmente apto a jogar os 90 minutos, na avaliação do próprio jogador. Valdiran alegou, em conversa informal, pouco antes de se encontrar com Joice Queiroz, que sua principal necessidade para se firmar no grupo era ritmo de jogo.
A baixa probalidade de ser escalado entre os titulares, apenas vislumbrando entradas no decorrer do jogos, pesou para a saída, disse o atleta, que espera ganhar ritmo para reencontrar o melhor futebol, evidenciado, principalmente, em 2006, quando foi artilheiro da Copa do Brasil, pelo Vasco da Gama. Em Bauru, porém, o atacante não mostrou os mesmos atributos e deixa o Alvirrubro sem balançar as redes.
Nas entrelinhas, o treinador Fahel Júnior, apesar de rechaçar o termo “dispensas”, antecipava que o atacante não teria grandes chances. “Ninguém vai jogar porque esteve no Vasco, Flamengo ou Atlético. Tem que estar bem fisicamente”, exigiu o técnico, questionado sobre atletas “encostados”, em entrevista concedida após o jogo de anteontem.
Vai e vem
Fora do banco de reservas, outros atletas seguem treinando ainda a espera da definição: ficam ou não no elenco para o restante do campeonato? A resposta, conforme o técnico Fahel Júnior, ainda não tem tempo para aparecer, apesar do mesmo ter afirmado, após o jogo contra o Barueri, que diretoria e comissão técnica analisavam as situações dos jogadores até então não aproveitados.
Ontem, no entanto, após o treinamento que marcou a reapresentação do elenco, o treinador defendeu os jogadores que estão de fora, sejam afastados do time principal ou que ainda não estrearam por estar fora da forma física ideal. “Muitos questionam porque os atletas recebem mas não jogam. Ninguém recebe para jogar. São pagos para trabalhar e estão trabalhando”, justifica.
Fahel concorda que o ideal é trabalhar com 28 atletas. Atualmente, contada a saída de Valdiran e a recente chegada do meia Bruno, o elenco noroestino conta com 31 peças. Porém, conforme acena o próprio treinador, caras novas ainda podem pintar na Vila Pacífico: “queremos qualidade e não quantidade. E o que está chegando é qualidade”.