Regional

Dono da Itabom também reclama de serviços prestados pela CPFL

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Durante a semana, o prefeito de Agudos Everton Octaviani (PMDB) anunciou que não vai pagar a conta de energia elétrica da CPFL Energia em protesto contra o sistema adotado pela concessionária porque os relês estariam programados para atrasar a acionamento das luzes dos postes nas vias públicas de Agudos (18 quilômetros de Bauru). A estatal nega a ocorrência do problema. Agora chegou a vez do empresário Pedro Poli reclamar dos serviços prestados pela concessionária. O dono do frigorífico Itabom disse que apagões são contantes e acabam causando prejuízos à sua empresa.

Poli disse que cria 3 milhões de frangos e que a interrupção de energia causa a morte de milhares de aves. “Os frangos morrem sufocados porque não tem ventilação, não tem comida e os frangos acabam morrendo. Eles tem a obrigação de ressarcir e nunca fizeram isso”, disse.

O empresário critica o monopólio no fornecimento de energia. “A CPFL está usando muito o poder desse monopólio”, disse. “Temos que nos submeter a várias condições deles que são abusivas e são contra o progresso desse nosso país e contra os empresários que querem minimizar essa crise”, emendou.

O custo da energia também indigna o empresário. Ele disse que paga aproximadamente R$ 400 mil por mês para a CPFL. “Eu pago essa quantia para ser mal-tratado por essa concessionária”.

Os problemas de energia, segundo Poli, podem atrapalhar o crescimento da empresa. “Estamos construindo uma filial em Pederneiras, inclusive a obra está parada há seis meses por falta de energia elétrica também, mas isso é um assunto entre a CPFL e a Prefeitura de Pederneiras que eu não vou me meter”, disse. “Futuramente pretendemos montar uma indústria na região de Agudos e já estamos em negociação com a Prefeitura, isso se até lá eu não perder a vontade de brigar pelo desenvolvimento de nossa região, porque estou cansado”.

Comentários

Comentários