• Telhado de vidro
Os primeiros reflexos das escolhas feitas pelo prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) começam a aparecer, após 46 dias de governo. Descontando-se as naturais e compreensivelmente prematuras cobranças quanto a asfalto, buracos e limpeza, pelo menos uma decisão tem revelado um enorme de um telhado de vidro para a jovem administração e ele responde pelo nome de Sear.
• Ato injustificável
É inadmissível sob todos os pontos de vista, inclusive (e principalmente) o da acomodação política, que a Secretaria das Administrações Regionais (Sear) contrate mais de uma dezena de pessoas para cargos ditos de confiança e essa turma toda, que, diga-se, trabalhou pesado na campanha, não tenha o que fazer. Pior ainda é saber que eles devem passar o ano todo de braços cruzados.
• Busca do razoável
Sem querer dizer, de forma alguma, o que o prefeito tem de fazer, afinal, ele foi eleito pelo povo, rever posturas ou redirecioná-las não é sinal de fraqueza, pelo contrário, é uma demonstração de que há determinação em se fazer o que é mais razoável com a coisa pública. Até Barack Obama já reviu decisões e não pensou duas vezes para mudar decisões.
• PT deve colaborar
Certo que não foi o prefeito quem contratou a esmo na Sear. Existe um secretário - Cláudio da Silva Gomes, que vem do movimento sindical e é um dos dirigentes do PT. Mas a fatura vai para o Palácio das Cerejeiras (para o povo). Aliás, como aliado do prefeito e beneficiário de uma pasta de ponta, o PT deveria ajudar na austeridade neste início de mandato e não expôr ao governo em seu maior flanco neste momento.
• Todos à Polaroid
A Sear conta com assessores nomeados e quase nenhuma ferramenta para trabalho. A ociosidade já incomoda de tal forma que fez a prefeitura mandar os assessores fotografarem ruas intransitáveis nesta semana. Imaginem o quanto isso está beirando o ridículo. Já que não há como trabalhar, todos às ruas para fotografar... Se pelo menos fizessem um curso antes com o secretário de Cultura, o fotógrafo Pedro Romualdo...
• E o Cabo Alcides?
Outra atitude altamente danosa ao maior patrimônio desta cidade, que é o humano e profissional, foi a demissão do Cabo Alcides Gonçalves da Secretaria de Esportes. Cabo Alcides é uma lenda viva do esporte e da solidariedade. Se não serve para a prefeitura, justamente naquilo que o consagrou na cidade, quem servirá? Aliás, Cabo não deveria ter sido demitido, mas sim realocado a um cargo de maior envergadura, tamanha a sua importância no esporte bauruense. Bem fez Roque Ferreira (PT) que pediu a reconsideração da decisão, na sessão da Câmara de segunda-feira.
• Reunião petista
A executiva municipal do PT tem encontro marcado para hoje, às 18h30, no Sindicato da Construção Civil, no Centro. Entre os temas que devem ser abordados está a avaliação do governo Rodrigo Agostinho, da qual o partido é base de apoio, e da performance das secretarias nas mãos da legenda na administração - Esportes e Sear. Por sinal, a secretária de Esportes, Pollyanna do Prado, parece não ter mais apoio no PT.