Severino Cabral, prefeito de Campina Grande nos anos 60, ganhou fama pela argúcia política como pelo contorcionismo que praticava com o idioma. Tinha o hábito de redigir pessoalmente os decretos do município paraibano. Para não dar vexame, contratou um jovem universitário encarregado de revisar seus escritos.
Numa das ocasiões, o prefeito perguntou:
- Como se escreve “passu”?
- Depende. Se for o Paço Municipal, é com cedilha. Se for do verbo passar, é com dois esses.
A explicação, porém, não satisfez o prefeito:
- Seu burro! Eu quero saber é do “passu” que “avoa”
Enviada por Pedro Valentim