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Carnaval de Salvador vira vitrine de presidenciáveis


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Salvador - Normalmente, o carnaval de Salvador já é um bom palco para que políticos, sobretudo os baianos, façam corpo-a-corpo com o eleitorado e testem sua popularidade. E, neste ano, as movimentações nesse campo estão ainda mais intensas - e têm como tema principal as eleições de 2010. No campo local, as atenções ficam divididas entre os grupos do governador, o petista Jacques Wagner, e seu virtual oponente no próximo pleito, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, do PMDB.

O peemedebista, empolgado com a boa recepção que teve no camarote de Daniela Mercury, na noite de anteontem, voltou a afirmar que será candidato em 2010, mas, como vem se habituando, omitiu para qual cargo. “Só posso dizer que não vai ser para deputado federal, cargo para o qual fui eleito em 2006”, afirma. Para sua vaga no Congresso, já foi até escolhido o “sucessor”: o irmão do ministro, Lúcio Vieira Lima, que preside a legenda na Bahia. “Claro que já estou em campanha”, diz Lúcio. “Já tenho até o número da chapa, 1518, que é o mesmo com que Geddel foi eleito.”

Por sua vez, os petistas estão mais preocupados com a eleição presidencial. Nos bastidores, articulam uma forma de anular localmente o efeito da transferência, dada como certa, do ex-governador baiano Paulo Souto do DEM para o PSDB. A jogada dos tucanos seria fortalecer o partido do governador paulista e provável candidato à presidência, José Serra, na Bahia.

Dilma

Os integrantes do PT aguardam, ansiosamente, a visita da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à capital baiana. A promessa é que ela acompanhe, in loco, o último dia da folia soteropolitana, que será na terça-feira (24). Alguns partidários, como o ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil - que recebeu Wagner anteontem, no camarote Expresso 2222 - reconhecem, porém, que a missão de Dilma não será fácil. “Como pesar uma jaca com uma maçã?”, disse, numa comparação entre os históricos político-eleitorais entre Serra e a ministra.

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