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Antropólogo rejeita canibalismo no AM


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São Paulo - Na opinião do antropólogo e especialista em assuntos indígenas Lino João de Oliveira Neves, a morte de Océlio Alves Carvalho, no início deste mês em Envira (AM), pode representar apenas a ponta de um grande problema na região: o alcoolismo entre indígenas.

Apesar das suspeitas da polícia local de que indíos da etnia Kulina teriam praticado homicídio e depois ingerido partes do corpo da vítima, Neves considera improvável a prática de canibalismo entre esse povo.

“Acho improvável que tenha ocorrido canibalismo. O que tudo indica foi um homicídio seguido de consumo de carne humana. Diante disso, o que mais me preocupa entre os indígenas é o uso do álcool, que é causa de desequilíbrio social. Historicamente, o álcool tem sido usado na Amazônia como elemento de aliciamento e para causar dependência dos povos indígenas junto à sociedade nacional. Como droga, o álcool traz inúmeros prejuízos sociais entre os brancos e mais ainda entre os índios”, avaliou o professor da Universidade Federal do Amazonas.

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