Cultura

‘Eu canto por paixão’

Diego Molina
| Tempo de leitura: 6 min

JC Cultura - O senhor fez shows no Brasil no ano passado. A turnê mudou desde então?

Julio Iglesias - Basicamente, não é diferente. Mas vou cantar em lugares onde ainda não me apresentei. Essa é uma turnê com a qual viajo o mundo inteiro, canto na China, no Japão, Austrália. O Brasil é um País onde, nos últimos anos, estive muitas vezes e que comprou meus discos. Agora, gostaria de cantar por todo o Brasil, queria cantar não apenas em cidades como Rio e São Paulo, mas em cidades menores, por isso vou a Bauru. E vou cantar o repertório, as canções que apresento já há muitos anos.

JC Cultura - O público latino-americano é diferente dos fãs de outros países?

Julio - Não, a emoção e as paixões são iguais. Não têm raça, não têm cor. O que tem é uma característica diferente, mas me sinto muito à vontade porque conheço o Brasil muito bem e canto na sua língua. (Falando em português) E o português não é uma língua fácil de falar, mas eu falo.

JC Cultura - Onde o senhor se deparou com a platéia mais difícil? Em algum país, teve mais dificuldade de conquistar o público nos shows?

Julio - O público não se conquista, o público se encanta! E se canta! Encantar é difícil. É uma relação mútua, como o amor. Pode ser fácil ou difícil conquistar e encantar uma mulher, mas tem que se perguntar as duas coisas ao mesmo tempo.

JC Cultura - Como a turnê de comemoração dos seus 40 anos de música? O repertório dos shows é livre, muda muito ou há um roteiro definido, independente do país?

Julio - Não tem. O que é definido é que quero agradecer às pessoas por tudo e cantar as músicas que as pessoas vêm cantando há 40 anos comigo. E estou cantando há muitos anos no Brasil e é cantando que as pessoas querem me ver.

JC Cultura - O senhor tem outros planos para este ano, além das viagens da turnê?

Julio - Neste ano, meu plano é cantar. Terminaremos essa turnê mundial. Fizemos Ásia, China, Japão, Austrália, Nova Zelândia... Não tenho projeto de gravar um disco novo neste ano. Tenho ainda um show em Pequim, para o qual fui convidado, e devemos gravar um DVD com esse concerto, com apoio do governo chinês. Deve ser em novembro ou dezembro.

JC Cultura - Como é sua preparação antes dos shows? Tem algum hábito ou mania antes de subir ao palco?

Julio - Só me visto! (risos) O que faço é “oooooh”, aquecendo a voz com um grito assim, para ver se a voz está bem. Falo com os músicos e os técnicos, porque viajamos com mais de 30 pessoas, é muita gente, tento falar com eles e garantir tudo. Eu canto por paixão, não canto por dinheiro. Isso é uma coisa muito importante. O que me move é a paixão e a rotina... não há rotina. Existe uma emoção contínua que levo ao palco e busco no palco.

JC Cultura - Em uma turnê mais longa, viajando de país para país, o que o senhor faz nos dias de descanso? Consegue conhecer as cidades onde faz shows?

Julio - Viajamos com nosso avião e quando tenho mais de quatro dias livres seguidos, tento voltar para casa, vou ao Caribe para minha casa. E me divirto com as pessoas. Passar tempo com as pessoas é a melhor maneira de viver. Não viajo em turnê apenas para cantar. Vou aos países para sentir, para ver, para tocar, para apaixonar-me pelo que acontece na minha vida. Para mim, a vida não passa de uma maneira banal. Aproveito minha vida até o último momento.

JC Cultura - Em turnê, quantos dias o senhor passa viajando por ano?

Julio - Passo 200 dias por ano viajando, mas o que acontece é que viajo com muita comodidade, depois que comprei um avião muito moderno. Então viajo com minha família, tem nossas camas, é como se fosse nossa casa. Não tenho problemas com isso, viajo muito feliz e confortável assim. Assim, posso viajar e estar em Bauru e, no dia seguinte, em São Paulo, depois no Rio, depois em Iguaçu ou Manaus.

JC Cultura - Com 40 anos de música, atualmente o senhor prefere cantar ou compor?

Julio - A única coisa que eu quero, hoje, é cantar. Dei a volta ao mundo cantando e não quero parar. Cansei de ficar dentro de um estúdio compondo e gravando, preciso ter contato com as pessoas. Quanto maior o contato com o público, maior a sensação de vivacidade que eu tenho. Fisicamente, eu me sinto mais vivo e mais forte quando canto.

JC Cultura - Para o público brasileiro, há alguma surpresa nos shows?

Julio - A surpresa é que vou cantar muitas coisas em português! Mas a surpresa maior é para mim, pois depois de tantos anos as pessoas ainda querem estar comigo! Isso é uma maravilha, por isso adoro o seu País e por isso estou com tanta vontade de voltar ao Brasil. É um privilégio que terei de cantar para as cidades menores, fora de São Paulo e Rio.

Shows em março

Além de Julio Iglesias, no dia 12, a “Série Grandes Nomes” do Alameda Quality Center apresenta o show “Pic Nic”, de Rita Lee, no dia 14, e o espetáculo “High School Musical - Brasil”, no dia 15. Os convites para os três eventos já estão à venda no local ou por telefone.

• Serviço

Show e jantar “Julio Iglesias en Concierto” no dia 12 de março. Ingressos à venda: setor 1 R$ 280,00; setor 2 R$ 250,00; setor 3 R$ 180,00; setor 4 R$ 150,00.

Show “Pic Nic”, de Rita Lee, no dia 14 de março, às 21h. Ingressos à venda: setor 1 R$ 160,00; setor 2 R$ 120,00; setor 3 R$ 100,00; setor 4 R$ 80,00 (todos com meia-entrada).

“High School Musical - Brasil” no dia 15 de março, às 17h. Ingressos à venda: setor 1 R$ 120,00; setor 2 R$ 80,00; setores 3 e 4 R$ 50,00 (todos com meia-entrada).

Meia-entrada válida para estudantes regularmente matriculados no primeiro, segundo ou terceiro grau, público ou particular, mediante a apresentação de documento, professores da rede pública e maiores de 60 anos. Ingressos podem ser parcelados em até 10 vezes nos cartões Visa e American Express. À vista, 10% de desconto nos preços.

O Alameda fica na rua Luís Levorato 1-55, na altura do quilômetro 355 da rodovia Marechal Rondon. Informações: (14) 3321-5000 e www.alamedaqualitycenter.com.br.

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