Bariri – Numa sessão tumultuada, os vereadores de Bariri (56 quilômetros de Bauru) rejeitaram ontem à noite dois requerimentos da oposição. Um pedia o afastamento do presidente da Casa, Clóvis Roberto Bueno, e outro solicitava informações à Delegacia Seccional de Jaú sobre apreensão de medicamentos da prefeitura na oficina mecânica de Bueno.
Em plenário, a votação empatou (4 a 4), mas não foi possível o voto de “minerva” do presidente da Casa porque as duas matérias o envolvia. Como não houve quórum de maioria simples, os requerimentos foram rejeitados.
No requerimento, que pediu afastamento do presidente da Casa, quatro vereaores alegaram que, por questão de ética, Bueno não podia continuar no cargo. “Ele é suspeito enquanto perdurar a investigação. Ele tem que ser afastado do cargo”, disse Edcarlos Tomas (PV).
Bueno mostrou uma ficha corrida e de processos do vereador Edcarlos, de quem o considera “inimigo”. Bueno alegou não ter medo do que vem sendo acusado. Houve bate-boca no final da sessão com a irmã de Edcarlos, Evandra Pereira do Santos, xingando o presidente da Casa. O lote de medicamentos foi apreendido pela Polícia Civil no dia 24 de fevereiro na oficina do vereador e há suspeita de suposto crime eleitoral.