Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Uma atitude

Com a decisão de reduzir comissio-nados na Sear, tomada ontem, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) surpreende muita gente pela maturidade, ao rever um posi-cionamento de uma secretaria que causou reações negativas junto à opinião pública e Câmara Municipal. Decisão tomada, agora é hora de, como se diz no futebol, tocar a bola do governo em frente. Há muito o que fazer e o prefeito, melhor do que ninguém, sabe disso.

• Muito diálogo

Nos últimos dois dias, Rodrigo Agostinho conversou bastante com gente de sua confiança, sentiu o clima de insatisfação no ar e ontem a Câmara Municipal, através dos vereadores Marcelo Borges (PSDB) e Pastor Luiz (PTB), lhe deu subsídios que reforçaram a decisão de rever os funcionários em excesso na Sear. Nos discursos parlamentares também houve ponderação.

• Conta do asfalto

Os vereadores sentem na pele a cobrança da população por infra-estrutura e despejam cobranças e pedidos para o lado da prefeitura. Marcelo Borges sugere que a administração pode dar um arranque na implantação de asfalto e já poderia ter um caixa de R$ 35 milhões. Na conta de Borges estão os cerca de R$ 23 milhões deixados pelo governo Tuga Angerami e os R$ 3,3 milhões da venda dos terrenos.

• Folha de salários

Aliás, o tucano tem como uma característica “cutucar” mandando avisos, alguns deles como sinal de alerta. Borges lembrou que a prefeitura ainda pode vender o cobiçado terreno ao lado da OAB, na Nações Unidas, e não se esqueceu da “venda” da folha de pagamento para o Banco do Brasil (BB) ou CEF. A venda da folha ainda está em gestação.

• Emenda federal

O presidente do Legislativo, Pastor Luiz Carlos Rodrigues Barbosa (PTB), anunciou a liberação de uma verba para a Expo Bauru no valor de R$ 150 mil, assinada por emenda do deputado federal petebista Arnaldo Faria de Sá. Uma proposta seria para investir na estrutura da feira e outra parte ainda está sendo discutida para ampliação de muros no Recinto.

• Espingarda na mão

O vereador Renato Purini (PMDB) continua sua cruzada política na direção de ações e contratos firmados pelo governo anterior, quando exerceu a função de vice-prefeito e rompeu politicamente com Tuga após ter sua decisão de terceirizar a coleta de lixo adiada. Depois de defender a rescisão do contrato do DAE com os Correios, Purini quer discutir a devolução de possíveis valores pagos a mais.

• Lugar de Jurandyr

O vereador Moisés Rossi (PPS) ocupará o lugar do arquiteto Jurandyr Bueno Filho na comissão responsável por avaliar a construção de um novo prédio para o Legislativo bauruense, que conta ainda com os parlamentares José Roberto Segalla (DEM), Fabiano Mariano (PDT) e Roque Ferreira (PT). Moisés assumiu o mandato com a morte de Jurandyr, no último dia 6.

• Um pneu furado

No instante em que a CUT fazia manifestação em frente à Câmara defendendo a volta de cobradores na licitação que a prefeitura abrirá até o meio deste ano, um coletivo teve um pneu dianteiro furado, tendo de ficar parado por cerca de duas horas em plena avenida Rodrigues Alves. Os sindicalistas não perdoaram e aproveitaram a deixa para aumentar o tom do discurso.

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