Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Efeito sobre o bolo

O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) deve reduzir, por ora, o total de investimentos previstos para pavimentação, pelo menos do total de R$ 23 milhões que ficaram no caixa do governo anterior. O Executivo se convenceu que é melhor ter cautela, separar R$ 10 milhões para eventualidades com gasto com folha de pagamento e R$ 6,5 milhões para depositar no fundo de infra-estrutura. Os outros R$ 6,5 milhões ficariam de reserva anti-crise até junho próximo.

• Relação contaminada

Além de muitos dirigentes de associações de moradores vincularem sua atuação a projetos políticos, pessoais ou em apoio a candidatos à vereança, a deputados e à prefeitura, outra parte vê na existência a necessidade das entidades uma forma de remuneração, ao invés da organização coletiva espontânea. Maria Ap. Santos disse na Câmara que tinha de existir pagamento de salário para atuar em associação.

• Pagamento enviesado

Na prática, a distorção existencial de inúmeras associações de moradores - onde a defesa dos interesses do bairro sucumbe a vinculações políticas - acabou criando o pagamento de remuneração indireta. Basta verificar os muitos “líderes comunitários” que se tornaram vereadores, ou assessores de parlamentares ou receberam como cabos eleitorais em campanhas. Fazer política não é proibido. O problema é usar a associação para defender interesse particular.

• Conceito de raça

“Os defensores das Cotas e do Estatuto afirmam que as políticas universalistas foram incapazes de ‘incluir o negro’ por isso as cotas seriam necessárias. Nada mais falso. Como não conseguem sustentar sua posição, se apóiam única exclusivamente no conceito de raça que a ciência abomina, e na ignóbil prática de detratar quem pensa de forma diferente.”

• Defesa de posição

Com a argumentação acima, o vereador Roque Ferreira (PT) se defende daqueles que o acusam por ser contra o sistema de cotas para a inclusão do negro na educação superior. A discussão ganhou as páginas da imprensa nacional nesta semana.

• Valor da refeição

O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) respondeu a um requerimento do vereador Roberval Sakai (PP) sobre o valor do tíquete-refeição fornecido a servidores que ganham até R$ 950,00. A solicitação de aumento do valor de R$ 4,00 para R$ 6,00 está sob estudo do Executivo, segundo o prefeito.

• À espera da hora

Entre as medidas que Rodrigo anunciou nos últimos 60 dias, e que ainda não foram implementadas, estão a abertura de licitação para pavimentação de ruas de ônibus coletivos e de vias prioritárias, criação de grupo para cobrar grandes devedores, grupo para avaliação da dívida, encontro de contas e patrimônio do DAE e definição para avaliação da área do Parque da Água Comprida.

• Desarticulação clara

A nova trombada política da administração, desta vez da presidência do DAE com o líder do prefeito na Câmara, Renato Purini, confirma que o governo Rodrigo Agostinho (PMDB) não é time e carece de definição de linha política, de equipe de gabinete em condições de filtrar, avaliar e montar estratégias de ação e de condução do governo e de altruísmo de Rodrigo. Ouvir, construir grupo e dividir também é gerir.

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