Bairros

Conserto do poço leva 20 dias; água do IPA amenizará problema

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Os 40 mil moradores da região noroeste de Bauru terão que se preparar para mais três finais de semana com pouca água. O Departamento de Água e Esgoto (DAE) estima que reparar o dano do poço do Distrito Industrial 3, que abastece a área, levará cerca de 20 dias. Para amenizar a situação, a autarquia fará interligação da rede com o poço do Instituto Penal Agrícola (IPA). Após negociação com o governo do Estado ficou acertado que Bauru poderá utilizar o sistema da penitenciária por um mês, em alguns períodos do dia.

Aguardado para anteontem, o laudo da filmagem realizada no poço, que está isolado desde o dia 21 de fevereiro, por produzir água barrenta, foi divulgado ontem pelo DAE. De acordo com as informações colhidas durante o procedimento, que foi supervisionado pelo Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE), as informações preliminares que o entupimento de um filtro gerou uma reação em cadeia, que terminou com a bomba do poço puxando areia, o que a danificou, foi confirmada.

Segundo Fábio Randi, diretor de divisão de produção do DAE, não houve danos na estrutura física do poço, que foi aberto em 1996, tem 400 metros de profundidade e vazão de 200 metros cúbicos de água por hora. Ele explica que foi constatado que a 287 metros de profundidade havia a colmatação do filtro. Ou seja, o sedimento normalmente presente na água entupiu o filtro, deixando apenas um vão mais aberto. “Havia pouca entrada de água e isso aumentou a velocidade do líquido que entrava”, explica. De acordo com Randi, a bomba começou a puxar areia, que entrou por esse vão aberto.

O conserto do dano consiste na reparação da bomba – o DAE também possui equipamento reserva – e na limpeza do poço. Segundo Randi, o DAEE recomendou injetar produtos químicos no sistema para amolecer os sedimentos que entupiram o filtro. Em seguida, escovar o revestimento da unidade e limpar o poço com compressor de ar, entre outras ações, como a instalação de equipamento de bombeamento para testes, observando teor de areia na água.

Questionado se o problema poderia ter sido evitado, já que foi causado basicamente por um entupimento e acúmulo de areia, Randi explica que a evolução do dano foi rápida. “Todos os poços produzem areia e por isso acompanhamos por medições. Mas o que aconteceu lá evoluiu muito rápido, não teve como ser observado”, afirma.

Para o conserto do poço, a autarquia deverá contratar uma empresa especializada. Segundo o informado, o custo estimado para todas essas medidas é de R$ 85,2 mil. Será aberta licitação na modalidade carta-convite. A expectativa é que o poço volte a operar em 20 dias. Até lá, moradores continuarão a ter à disposição três caminhões-pipa para garantir o abastecimento mais água bombeada do IPA e do Núcleo Gasparini.

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