O rio Batalha e os poços são as atuais fontes de água da população bauruense. Mas até quando eles serão suficientes? Não há uma resposta exata para a pergunta, afinal ela depende diretamente do crescimento populacional e industrial da cidade. No entanto, o fato é que tanto o rio quanto as perfurações estão, de alguma forma, em seu limite.
“O sistema já não é suficiente nos dias de hoje. Por conta de falhas geológicas, não podemos mais perfurar poços na área urbana. E, embora trabalhemos numa recuperação constante do rio Batalha, precisamos procurar outras fontes de captação superficial”, explica o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB).
Éric Fabris, engenheiro civil e ex-presidente do Departamenteo de Água e Esgoto (DAE) atenta também para o fato de que os recursos do Aqüífero Guarani não são infindos. “Estamos em cima de um lago de água de excelente qualidade, mas com reabastecimento muito lento. A permeabilidade do solo na região é muito baixa. O DAE está fazendo e deve continuar sendo feito um monitoramento do nível do Aqüífero Guarani”, ressalta.
Diante da situação, o DAE já está estudando alternativas de captação de água superficial. Dentre elas estão o córrego Água Parada e um represamento do rio Batalha. “Está em estudo a possibilidade de represamento do rio Batalha para manter a vazão do rio em épocas de estiagem. Além disso, já estamos fazendo a concepção de um projeto para retirar água da bacia do Água Parada. Mas isso leva tempo, pois teria que ser construída toda uma rede e uma estação de tratamento, o que implica um custo alto”, diz Fábio Randi, diretor da Divisão de Produção da autarquia.
O prefeito ainda vislumbra opções a longo prazo. “Há também a possibilidade de retirar água do rio Tietê ou na foz do rio Batalha. No entanto, a qualidade da água do Tietê ainda não permite isso. São projetos audaciosos e caros para o futuro”, diz.
Para Fabris, há a necessidade de procurar novas fontes de captação, mas tudo deve ser feito com muito estudo. “Não adianta você investir e preparar Bauru para uma população de 600 mil habitantes se a cidade não vai passar de 400 mil. Ou, talvez, a cidade possa se tornar um grande centro industrial e vai precisar de mais água. É preciso um grande estudo logístico antes da realização de obras”, finaliza.