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‘Lucro’ com esmola no farol chega a R$ 1,2 mil mensais, aponta a Sebes

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 1 min

Movidos pela omissão ou até mesmo pelo incentivo dos pais, o fato é que os menores que permanecem nos semáforos em busca de esmola, concedida em grande parte pelos condutores, seja no tilintar das moedinhas ou nas pequenas notas recebidas, conseguem um “lucro” mensal de até R$ 1,2 mil, como aponta a própria Sebes, segundo afirma a secretária Darlene Martin Tendolo. “A média é de um ganho de R$ 300 por semana”, contabiliza a chefe da Sebes, ao apontar grande variedade quanto a faixa etária dos pequenos pedintes: “Já tivemos casos de crianças com 8 anos”, revela.

Mesmo descalços e maltrapilhos, muitos menores têm, até mesmo, uma espécie de “fechamento de caixa”. “Ganho entre R$ 15 e R$ 20 por dia”, conta o menor L.F.S, de 15 anos, que esboçava malabares com alguns limões, ao final da tarde de ontem, na avenida Nações Unidas.

O garoto afirma não participar do projeto desenvolvido pela Sebes por “falta de diversão”.

“É chato lá (sobre o projeto). Não tem brinquedo”, reclama o caçula de quatro irmãos, que, para auxiliar na renda familiar, também diz trabalhar na limpeza de terrenos.

Diariamente, L. conta que chega ao cruzamento na parte da tarde e fica até após escurecer. Apesar disso, ele diz que não tem medo de acidentes ou outros riscos - pouco após ter sido puxado para o meio fio para não ser atingido por um carro que manobrava no local. Indiferente aos perigos a que estaria sujeito, o menor antecipa o balanço do dia: “Vou ‘fazer’ mais R$ 10, depois vou embora”, calculava.

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