Política

Auditoria apura fraudes em multas

Da Redação
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O setor de emissão de multas da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) está sob auditoria até a próxima semana. O presidente da empresa confirmou ao JC, no início do mês, que há vulnerabilidade no controle do sistema de cancelamento de infrações de trânsito de Bauru e, por isso, técnicos da Emdurb analisam se há irregularidade nesse setor.

Até o final de março, a empresa irá apresentar relatório com dados entre o registro matriz de infrações flagradas na CPU dos radares e lombadas e as efetivamente lançadas contra o motorista no ano passado, para checar se alguém foi beneficiado indevidamente com a eliminação da infração. “A auditoria é interna e estamos trabalhando com a maior transparência para termos certeza se o sistema é vulnerável ou não”, afirma o presidente da empresa, Rubens Rubito Ribeiro.

Técnicos do setor de gerenciamento de multas vindas do sistema eletrônico instalado nas ruas em forma de rodízio para radares e 24 horas para lombadas não se entenderam quanto ao alcance da vulnerabilidade e quantos funcionários tinham acesso ao sistema, com possibilidade de cancelamento de infrações direto nos computadores.

Para evitar especulações, a Emdurb decidiu modificar o sistema de acesso ao banco de dados interno e o controle de cancelamento das multas de radares e lombadas. Ribeiro determinou que fossem cancelados os acessos a quatro pessoas que operavam no sistema até o início deste ano. Todas as multas que forem canceladas no município, devem passar por um processo que vai também para análise de outros setores e para a presidência.

Além da auditoria, o setor de radares também é alvo de investigação do Ministério Público (MP) de Bauru. Uma ação civil pública investiga se houve irregularidade e prejuízos ao cidadão no caso do rodízio de radares que não funcionavam. O órgão também apura por que, na gestão anterior, o contrato não foi cumprido, por qual razão a empresa aceitou a instalação de equipamentos sem padronização e quanto foi pago pelos serviços de rodízio no período. Os documentos relativos a contratos, editais de licitação, notas fiscais e contas relacionadas com a emissão de multas por radares estão sendo analisados pelo promotor Fernando Masseli Helene.

Em agosto do ano passado, o JC denunciou que o rodízio de radares não funcionava, com a falta de padronização sendo descoberta a olho nu pelos motoristas em razão de erros na instalação física. No ano passado, durante 20 dias, o JC apurou a fragilidade na operação de radares por meio do acompanhamento técnico e do funcionamento de radares e lombadas eletrônicas instalados em Bauru. Uma das falhas identificadas é que, de um total de 17 pontos de radares fixos instalados na cidade, 11 deles não possuíam conjuntos ópticos, como flash e câmeras.

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