Apesar da coleção de medalhas, ele sonha com uma em especial. “Quero participar de uma Paraolimpíada, onde, infelizmente, não existem provas de longa distância”, explica Dantas, que, apesar disso, não abre mão do objetivo olímpico. “Vou começar a fazer triatlon. Em 2012, haverá uma demonstração da modalidade em Olimpíadas para que, em 2016, a modalidade seja oficial nos jogos”, comenta. “Posso estar cinqüentão, se eu estiver bem, idade é o que menos importa, basta que supere o índice”, vislumbra o atleta, cujos desafios mais imediatos estão na manutenção da liderança do circuito paraolímpico brasileiro, além de defender os atuais títulos no País e exterior. “Tudo é possível. Deus é maior que tudo. Basta ter fé e acreditar, faça o que fizer na vida”, incentiva Dantas, cuja trajetória pode ser contada num dos carros da linha Rio Pequeno-Ipiranga, em São Paulo. Dúvidas? Pergunte ao cobrador.
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