Através de Decreto do vice-governador Alberto Goldman, publicado no Diário Oficial de 24 de janeiro de 2009, o Estado de São Paulo destinou 131,8 hectares de áreas do Instituto Penal Agrícola (IPA) de São José do Rio Preto para a instalação de uma Estação Experimental sob a responsabilidade do Instituto Florestal da Secretaria do Meio Ambiente.
O Instituto Penal Agrícola é uma unidade prisional de regime semi-aberto que será desativada pelo governo paulista. A unidade prisional ocupa uma área de 600 hectares, aproximadamente, entre os municípios de São José do Rio Preto e Mirassol.
Nessa área localiza-se a Estação Ecológica do Noroeste Paulista, que chama a atenção por seu inestimável patrimônio biológico e abundância de recursos hídricos.
As ações que possibilitaram a implantação da Estação Experimental conciliaram interesses de diversos setores, como a Prefeitura de São José do Rio Preto, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (através dos institutos de Pesca, Agronômico de Campinas e de Economia Agrícola), Secretaria do Meio Ambiente, Instituto Florestal, Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais (DPRN), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Faculdade de Tecnologia (Fatec) e outros, no sentido de garantir a sobrevivência e a perpetuação da Estação Ecológica Noroeste Paulista.
Normas
Na Estação Experimental será implantada uma zona de amortecimento (área onde as atividades humanas estão sujeitas a normas e restrições específicas) para a Estação Ecológica, instaladas múltiplas modalidades de experimentos florestais e zootécnicos (que vão desde a conservação genética, formação de pomares de sementes, sistemas agroflorestais e agrosilvipastoris) e criado um grande centro de aquicultura.
A criação da Estação Experimental do Instituto Florestal irá, ainda, favorecer o Instituto de Pesca no que se refere ao Centro do Pescado Continental de São José do Rio Preto, onde será implantado um projeto para a criação de organismos aquáticos e incentivado o desenvolvimento da cadeia produtiva do agronegócio do pescado continental - tudo feito por meio da divulgação de tecnologias de criação comprometidas com o equilíbrio ambiental.
Outro objetivo é oferecer um conjunto de atividades técnicas, educativas e culturais relacionadas aos recursos vivos aquáticos, para produtores, estudantes e visitantes do Centro.