Política

Vereadores criticam falta de estudo para retomar serviço

Monise Centurion
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O contrato entre o Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), responsável pela leitura e entrega das contas de água nas residências, foi alvo de críticas de boa parte dos vereadores que usaram a tribuna da Câmara ontem. A falta da apresentação dos estudos de impacto sobre os custos do serviço foi o principal argumento usado pelos parlamentares para censurar a administração municipal.

“Sem os números, não temos como analisar se é melhor o serviço ser feito pelo DAE ou pelos Correios. São só suposições. Precisamos fazer essa discussão”, afirma o vereador Roque Ferreira (PT).

Marcelo Borges (PSDB) pediu que o serviço continuasse a ser feito pela estatal. “Quando o trabalho foi passado para os Correios, eu critiquei. Mas hoje, volto atrás, e peço que o serviço continue sendo feito como está. O DAE tem problemas mais urgentes, como falta água, por exemplo.”

A qualidade do serviço também foi questionada pelos vereadores Fabiano Mariano (PDT) e Amarildo de Oliveira (PPS). “A população não pode sair prejudicada. Temos que analisar a qualidade do serviço e o impacto econômico do contrato”, diz Mariano.

O vereador Renato Purini (PMDB) saiu em defesa da administração municipal e rebateu as críticas com a apresentação de um estudo de impacto. “Temos os custos que provam que o serviço, realizado pelo DAE, custa R$ 0,84 por leitura. O feito pelos Correios é R$ 1,30. Na audiência que será feita, os valores e as planilhas serão mostradas. Em nenhum momento eu critiquei a qualidade dos serviços prestados. O contrato pode ser renovado ou não. Isso é uma decisão meramente administrativa. Não há nada de pessoal por minha parte nesta questão.” Depois de se ausentar por três sessões para tratamento de saúde, o vereador José Roberto Segalla (DEM) afirma que é preciso analisar a situação. “Precisamos ver o estudo, que não foi apresentado. Ele foi mostrado pelo vereador Purini, mas para a gente ele ainda não foi enviado.”

O presidente do Legislativo, Pastor Luiz Carlos Barbosa (PTB), salientou que as dúvidas serão sanadas com a convocação do presidente da instituição para prestar esclarecimentos. “Com isso, acho que vamos esclarecer a respeito do trabalho do DAE, se está ou não gerando prejuízo ao município.”

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