Cinco investigadores presos durante operação realizada na última terça-feira foram afastados do cargo, conforme publicado ontem no Diário Oficial do Estado. Quatro deles - Richard Montovanelli, Danilo Sérgio Grillo, João Luiz Aurélio Calado e João Geraldo de Almeida França - trabalhavam em Jaú.
O último teve o pedido de habeas-corpus negado pelo juiz federal convocado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Márcio Mesquita. O magistrado negou ontem pelo menos mais três pedidos iguais, mas de outros réus. O desfalque de investigadores em Jaú exigirá readequação no quadro de funcionários por parte de Luís Fernando Quinteiro de Souza. Seccional de Ourinhos, ele foi designado como novo delegado seccional de Jaú, em substituição a Antônio Carlos Piccino Filho. Acumulará as duas funções, temporariamente.
“Não está sobrando (investigadores) em lugar nenhum. Pedi para fazerem um levantamento. Percebi o pessoal muito abatido. É difícil quando mexem com um membro da família. Mas são pessoas valorosas, competentes e eficientes, preparadas para combater a criminalidade”, disse ontem, após passar por Jaú e Bauru, onde esteve com o atual diretor do Deinter-4, Renato Swensson.
“Faremos um remanejamento com o pessoal da cidade. Não teremos problema porque o que importa é qualidade e não quantidade”, reiterou Swensson à reportagem. Ele estuda o nome do delegado seccional definitivo de Jaú, mas disse à reportagem que só irá divulgá-lo quando passar pelo crivo do delegado-geral da Polícia Civil, Domingos Paulo Neto. Também foi afastado ontem o investigador Rodolfo Aparecido Vechi, que atuava em Rio Claro.