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Absolvida em SP, falsa socialite é presa no Rio sob suspeita de furto

Folhapress
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Rio - Mesmo depois de ser absolvida pela Justiça de São Paulo, a falsa socialite Kelly Samara Carvalho dos Santos, 21 anos, voltou a aplicar seus golpes, desta vez, no Rio. Ela foi presa na madrugada de ontem em uma boate na Gávea, na zona sul. Para aplicar seus crimes, ela se apresentava como filha do presidente do Paraguai, Fernando Lugo. A suspeita está com os cabelos pretos, na altura dos ombros, em corte estilo chanel. Ela foi presa bem vestida e estava com óculos escuros com o símbolo de uma marca internacional.

Kelly foi foi presa na boate restaurante 00, na Gávea, por volta da 0h30, por policiais da 10.ª Delegacia de Polícia (Botafogo). A equipe investigava a suspeita depois que um homem a denunciou por furto de dois de seus talões de cheque.

Assim como fazia em São Paulo, a mulher se passava por socialite no Rio. Ela usava o nome de Kelly Samara Caramazoff ou o antigo nome fictício Kelly Tranchesi. Este último ela usava quando se passava por membro da família de Eliana Tranchesi, dona da Daslu, boutique de luxo de São Paulo.

A suspeita foi reconhecida pelo homem que teve os talões de cheque furtados. Segundo o delegado, ela havia acabado de passar um dos cheques furtados a um taxista.

Representantes da casa noturna Melt, no Leblon (zona sul), também estiveram na delegacia para denunciarem Kelly. Eles ficaram sabendo sobre a prisão e foram até a 10.ª DP para relatar dois golpes de estelionato da suspeita. Segundo o delegado, ela foi por duas vezes na boate. Na primeira vez ela disse que havia esquecido o dinheiro em casa e disse que pagaria a conta depois - um total de R$ 176,00 -, segundo Menezes. A suspeita deixou seu nome verdadeiro no local.

Em uma segunda vez, a suspeita voltou à casa e se apresentou como Kelly Samara Caramazoff. Gastou R$ 171,00 e também disse que pagaria depois, com a desculpa, novamente, de que havia esquecido o dinheiro em casa, disse a polícia.

A Justiça decretou prisão temporária de cinco dias e Kelly foi encaminhada para a carceragem da Polinter. Ela foi indiciada por furto, estelionato e formação de quadrilha. “temos informações que outras pessoas agem com ela”, explicou o delegado.

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Histórico

Rio - Kelly acabou presa porque, para não pagar R$ 4 mil de honorários, resolveu prestar queixa contra a própria advogada, alegando que ela havia se apropriado de suas roupas. Quando voltou ao 15.º Distrito Policial, no Itaim Bibi, na zona oeste de São Paulo, para buscar as roupas, foi presa em flagrante por portar cheques furtados.

Em fevereiro de 2007, a garota que aos 15 anos saiu da casa dos pais, em Amambai (MS), onde nasceu, lesou ao menos dez pessoas em mais de R$ 30 mil em São Paulo, segundo a polícia.

Seu primeiro crime, que mostrou a predileção por artigos de luxo, disse a polícia na época, foi na adolescência: o roubo de R$ 50 mil em jóias em Mato Grosso do Sul. Em 25 de julho, roubou uma gravura autenticada do artista espanhol Joan Miró (1893-1983) no valor de US$ 18 mil (quase R$ 37 mil) após ter um namoro relâmpago com o dono da galeria.

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