Regional

Pederneiras fica na ‘lanterna’ no repasse de verbas estaduais


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Quando o assunto é repasse de verbas estaduais, o município de Pederneiras não tem muito o que comemorar. Em 2008, segundo dados publicados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo, foram apenas R$ 384 mil repassados pelo Governo do Estado de São Paulo para projetos.

Isso coloca Pederneiras na amarga situação de município que menos recebeu repasse estadual entre 21 cidades da região (veja o quadro abaixo), 17 deles menores que Pederneiras.

“É de espantar. Todos têm conhecimento das nossas dificuldades em receber verbas e aprovar projetos e convênios do Estado, mas não tínhamos noção de tamanha desproporção no repasse”, comenta a prefeita de Pederneiras, Ivana Maria Bertolini Camarinha (PV), que ainda lembra que o município possui vários projetos e pedidos de verbas protocolados junto ao Governo Estadual.

Do total de R$ 25.852.388,96 repassados pelo Governo Estadual aos 21 municípios, pouco mais de R$ 384 mil, ou seja, 1,48% do total, chegaram aos cofres municipais de Pederneiras, atualmente com 42 mil habitantes. Para a prefeitura, quando se observa a população de cada um dos 21 municípios da lista, a desproporção se torna ainda maior. Borebi, município com 2.200 habitantes, recebeu mais de R$ 519 mil. O mesmo aconteceu com Iacanga - que tem 10 mil habitantes e recebeu R$ 1,954 milhão - e outros 15 municípios que, mesmo sendo menores que Pederneiras, receberam repasses volumosos do Governo Estadual.

Para a prefeita, mesmo sendo um dos municípios que mais despontaram em desenvolvimento e crescimento no Centro Oeste Paulista nos últimos anos, sendo modelo regional em gestão administrativa e inclusão social, Pederneiras sofre com a escassez de verbas do Executivo Estadual.

Já do Governo Federal, o município recebeu em 2008 o equivalente a R$ 2.651.110,20 em recursos para convênios. “O Governo Federal repassa muitas verbas para Pederneiras, devido a isso estamos conseguindo transformar a cidade em um canteiro de obras”, comenta a chefe do Executivo. Lembrando também que, do montante citado, não constam subvenções, auxílios e contribuições.

“Não parece haver uma lógica para o repasse de verbas do Estado. O que parece é que há um maior comprometimento do governo com certos municípios do que com outros”, entende Ivana Bertolini.

“Em tempos de crise, esperamos que o governo perceba mais as necessidades do nosso município e facilite o repasse de mais verbas para a população”, finaliza a prefeita.

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