Entrelinhas

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Da Redação
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• 100 dias de governo

O governo dos prefeitos dura em média 1.460 dias. Rodrigo Agostinho (PMDB) já gastou quase 7% desse tempo cronológico, mas politicamente 100 dias podem representar o fim do "primeiro tempo". Ou seja, a partir de agora o prefeito que teve o aval dos votos e a confiança da sociedade precisa mostrar que sabe o que quer para Bauru e como apresentar resultados efetivos.

• No meio da floresta

Ambientalista e, portanto, conhecedor das regras de sobrevivência, Rodrigo agora precisa subir na árvore mais alta para enxergar a floresta como um todo. Com visão panorâmica e ajuda de outros que também detém sabedoria, precisa se cercar de bons colaboradores para elencar prioridades, definir uma agenda e delegar cobrando, posteriormente, os resultados.

• Hora de resultados

É um momento decisivo sobre os rumos da administração do jovem prefeito, que deve manter acesa a chama do entusiasmo, do idealismo, mas também o bom senso de saber que a partir de agora os resultados passarão a ter outra cobrança. Rodrigo conta com a simpatia dos bauruenses, como demonstra pesquisa do JC nesta edição. Já sua administração precisa de resultados práticos.

• Denúncia trabalhista

De tão intenso, o empenho do ministro da Previdência, José Pimentel, em implementar o plano de Expansão da Rede de Atendimento do INSS pode resultar numa denúncia trabalhista. A brincadeira partiu do secretário executivo do Ministério, Carlos Eduardo Gabas, que ressaltou a extensa jornada de Pimentel, durante o encontro com prefeitos na sede da Gerência Executiva do instituto em Bauru.

• Postura republicana

Também em tom descontraído, mas enfático, Gabas ressaltou em seu discurso os ataques sofridos pela Previdência, ameaçada pela privatização em vários momentos da história recente. Eloqüente, caracterizou como republicana a postura do governo federal e dos prefeitos parceiros da região, que não se apegaram a legendas para barrar a ampliação do serviço prestado aos trabalhadores.

• “Momento lulista”

Para o secretário Executivo do ministério, Carlos Eduardo Gabas, não fosse um “peão” assumir a presidência, a Previdência continuaria cada vez mais apartada dos trabalhadores. O “momento lulista” contou com a participação do deputado federal João Herrmann (PDT), que defendeu o terceiro mandato do presidente. Ele criticou a privatização e prestou um tributo aos funcionários do INSS.

• Orgulho dos pais

Já o deputado federal José Paulo Tóffano (PV) apontou a lei complementar número 128 como motivo de orgulho. Ela inclui novas atividades no Simples e formaliza o microempreendedor individual. Por contemplar profissionais da chamada economia informal, na opinião do parlamentar, filhos de feirantes e cabeleireiras, por exemplo, deixarão o constrangimento de lado ao se referirem à profissão dos pais.

• Tom da presidência

Alguns vereadores estranharam o tom usado pelo presidente do Legislativo, Pastor Luiz Barbosa (PTB), na nota enviada à imprensa sobre a emenda ao projeto de lei do reajuste de salário. Os parlamentares comentaram que Pastor não devia falar em nome da instituição usando expressões como “odiosa discriminação”. Não combina com o pefil de Pastor Luiz na condição de presidente do Poder Legislativo.

• Balanço com platéia

Fabiano Mariano (PDT), Roberval Sakai (PP) e Renato Purini (PMDB) acompanharam ontem a avaliação dos primeiros 100 dias do governo feita por Rodrigo. Além dos parlamentares, alguns secretários também marcaram presença na platéia.

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