Washigton - Os Estados Unidos apresentaram um déficit orçamentário recorde de US$ 956,8 bilhões na primeira metade do ano fiscal de 2009, mais que o triplo do exibido um ano atrás, enquanto os gastos públicos com resgates financeiros e planos econômicos aceleraram. No mês passado, o governo teve um déficit de US$ 192,27 bilhões, recorde para o mês de março. O valor é quase quatro vezes maior que o déficit de um ano atrás, de US$ 48,21 bilhões.
As despesas de março saltaram para US$ 321,23 bilhões, incluindo gastos de US$ 46 bilhões para injetar capital nas financeiras do setor imobiliário Fannie Mae e Freddie Mac, controladas pelo governo, e US$ 10,6 bilhões para benefícios a desempregados. Em março de 2008, as despesas não passaram de US$ 227,02 bilhões.
Os gastos de março foram maiores, mas o governo federal deslocou cerca de US$ 15 bilhões em benefícios para o mês de fevereiro porque 1 de março foi um domingo. As receitas de março caíram drasticamente, à medida que a economia deteriorada diminuiu as receitas em impostos de pessoas e empresas. Elas caíram 28% no último mês, para US$ 128,96 bilhões, ante US$ 178,82 bilhões um ano antes.
Somando-se à ajuda de capital para a Fannie e Freddie, o governo comprou US$ 17,38 bilhões em títulos de hipotecas de empreendimentos custeados pelo governo, marcando um montante de US$ 119,2 bilhões na primeira metade do ano fiscal de 2009.
“Sinais de esperança”
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ontem que está vendo “sinais de esperança” na economia norte-americana golpeada pela recessão, mas que ainda está sob estresse severo. “Nós ainda temos muito trabalho a fazer”, disse Obama a repórteres depois de um encontro com parlamentares e reguladores financeiros na Casa Branca. “Nós estamos começando a ver progresso.”
Obama falou um dia depois que dados positivos sobre o comércio norte-americano e emprego ajudaram as ações em Wall Street a fecharem em alta, enquanto o conselheiro econômico da Casa Branca, Lawrence Summers, previu que a economia vai emergir após um sentimento de “queda livre” em meses, à medida que pacotes de estímulo e esforços de resgate tiveram efeito.