Tribuna do Leitor

Motoristas despreparados


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Diante desta celeuma referente a acidentes ocorridos recentemente no perímetro urbano da rodovia Marechal Rondon, vão aqui algumas considerações. Coincidentemente, corre no Senado Federal projeto de lei de autoria do senador Eduardo Suplicy proibindo que motoristas com menos de 1 ano de carta (permissão pra dirigir) dirijam nas rodovias.

Há aqui na cidade um movimento, diante dos acidentes, pedindo obstáculos em alguns pontos da mesma. Nem tanto ao mar, nem tanto a terra. O que tem ocorrido vem confirmar que existe um total despreparo dos motoristas com relação as rodovias, é fato. O cidadão recebe sua carteira sem nenhuma experiência em dirigir numa rodovia, onde a velocidade é bem maior que na cidade, onde exige-se muito mais reflexo, rapidez de raciocínio, experiência no volante. O projeto do senador Suplicy deveria sim exigir ao candidato a motorista dirigir algum tempo na rodovia durante suas aulas.

Se fosse valido a idéia de implantar obstáculos na rodovia, imaginem a marginal do Tietê, em SP, ou a avenida Brasil, no RJ, ou várias entradas e saídas de cidades de grande ou médio porte, como os obstáculos inviabilizariam (parariam) totalmente o trânsito. Estrada é para fluir o trânsito, salvo engano, não se pode andar a menos de 50% do limite de velocidade estabelecido, e é o que acontece, o cidadão dirige como se estivesse no bairro de sua casa, a 30km/h, algumas vezes no lado esquerdo da pista, pondo em risco a sua vida e a de outros. A Marechal Rondon que corta a cidade é ótima pista, faixa dupla, sem buracos, nada justifica a quantidade de acidentes ocorrendo, a não ser o que digo - o despreparo dos motoristas, sem nenhuma experiência em estradas.

Obs: Para ilustrar o que digo, houve um acidente fatal ocorrido nesta quinta-feira a noite, onde 2 pessoas morreram atropeladas por uma carreta na região de Agudos, acidente provocado por um carro que evadiu-se, após uma manobra mal feita, provavelmente destes motoristas de feriadão, que pegam estrada duas ou três vezes por ano.

João Jorge Nogueira

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